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Mercados de dívida mais arriscada da UE ganham impulso do BCE

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, deu aos investidores luz verde para a compra de alguns dos títulos públicos de maior rendimento na região nos próximos meses.

Ao sinalizar na quinta-feira que não planeja desacelerar o programa de compras de dívida do BCE na pandemia, Lagarde ajudou a afastar temores de que o banco central esteja se preparando para retirar o apoio monetário sem precedentes - pelo menos até setembro.

Os títulos italianos e gregos ampliaram o rali na sexta-feira: a dívida mais arriscada da região liderou o movimento, a aposta preferida de investidores que procuram aproveitar o estímulo extraordinário por mais tempo.

As chamadas operações de carry trade - a estratégia de arbitragem de juros - são um recurso para gestores que procuram comprar e manter os títulos para embolsar o retorno extra, sob a aposta que as autoridades monetárias manterão os juros sob controle. E são particularmente populares quando há menos risco de volatilidade, o que apenas reforça o espaço para um rali agora que o BCE deixou seu apoio tão explícito.

“O BCE fez de tudo para influenciar os mercados de títulos para um verão calmo”, disse Piet Christiansen, estrategista-chefe do Danske Bank.

Em mais de 100 pontos-base, o yield extra da dívida italiana e grega de 10 anos em relação aos títulos alemães equivalentes é quase o triplo da média de outros pares da zona do euro. Investidores de títulos alemães teriam perdido quase 1% nos últimos 12 meses, enquanto detentores da dívida italiana ou grega teriam retornos líquidos de mais de 6%, segundo os índices Bloomberg Barclays.

“O dedo do BCE não está nem perto do gatilho”, disse Vuk Magdelinic, diretor-presidente da empresa de análise de renda fixa Overbond. “Na verdade, a trava de segurança ainda está firmemente presa e não há sinal de mudança.”

A próxima reunião de política monetária do BCE será em 22 de julho, mas a sessão de 9 de setembro tem mais probabilidade de anunciar mudanças. Até lá, o conselho do BCE terá outra rodada de projeções econômicas atualizadas para considerar, a União Europeia deve estar perto da meta de vacinação e os desembolsos sob o fundo de recuperação do bloco já terão começado.

Debate

Isso poderia levar a um debate mais acalorado sobre o ritmo de compras de títulos de emergência e potencialmente levar autoridades mais inclinadas ao aperto monetário a tentar iniciar conversas sobre como eliminar o programa. A data de término atual é março de 2022.

Até lá, porém, os mercados de títulos da região podem contar com as compras do BCE. Isso é uma vantagem para países como a Itália, onde a carga da dívida atingiu 160% do PIB na esteira da pandemia de coronavírus, mas os rendimentos dos títulos ainda assim caíram para níveis recordes.

“O BCE queria evitar dar a impressão de que as compras de títulos seriam reduzidas, ou seja, que a postura de política monetária poderia se tornar menos expansionista”, disse Joerg Angele, economista sênior do Bantleon Bank.

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©2021 Bloomberg L.P.