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Franquia de mercadinhos autônomos cresce na pandemia

Melissa Santos
·4 minuto de leitura
Mercado autônomo da Onii funciona dentro de contêiner (Foto: Divulgação)
Mercado autônomo da Onii funciona dentro de contêiner (Foto: Divulgação)

Em 2012, pensando na comodidade de comprar um pãozinho, Tom Ricetti criou uma padaria drive-thru. Após sair da empresa, em 2018, ele começou a enxergar possibilidades de negócio nos mercadinhos e lojas de conveniência em postos. Ele se juntou com um amigo de infância e mais alguns sócios para criar a startup Onii, uma rede de mercados autônomos (o cliente faz tudo, não há nenhum funcionário) instalada dentro de condomínios fechados, prédios, entre outros.

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A inauguração da primeira loja foi em dezembro em um condomínio fechado em São Carlos, no interior de São Paulo. O espaço é um contêiner de 20 metros quadrados e os moradores/visitantes entram, escolhem os produtos e pagam a compra pelo aplicativo, sem qualquer tipo de fiscalização. Por conta da quarentena, a regra para a entrar no espaço ficou mais rígida, só permitindo um cliente por vez.

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“O condomínio tem aproximadamente 210 casas e em uma semana tivemos 206 downloads no aplicativo. A aceitação foi imensa. Os moradores começaram a encarar a Onii como um mercado de bairro com preços competitivos, não como a loja de conveniência de posto em que tudo é mais caro. Atualmente, essa loja está faturando R$ 25 mil por mês”, diz.

Com a pandemia do novo coronavírus, a procura por esse modelo de negociou aumentou muito por conta da preocupação de evitar sair de casa e em lugares com grande fluxo de pessoas, como os supermercados. Segundo Ricetti, isso fez com que muitos condomínios e construtoras procurassem a empresa e, agora, eles têm contratos com 16 das mais importantes construtoras do Brasil. “ No início, a previsão era fechar o ano com 70 pontos de venda. Mas fechamos 108 só em Alphaville. Nossa nova previsão é de 300 mercados até o fim do ano”, conta.

Aplicativo desbloqueia entrada na loja

Para ter acesso aos serviços, é necessário baixar o aplicativo da Onii, que mostra todas as lojas disponíveis em um raio de 10 km. “O cliente faz o cadastro, coloca o seu cartão e o geolocalizador permite que o celular desbloqueie a entrada da pessoa na loja”, explica o empresário.

Pelo aplicativo, clientes desbloqueiam a porta e registram os produtos pelo código de barras (Foto: Divulgação)
Pelo aplicativo, clientes desbloqueiam a porta e registram os produtos pelo código de barras (Foto: Divulgação)

Uma vez dentro da loja, o aparelho também serve como scanner para leitura do código de barra dos produtos que precisa adquirir. Ao final da compra, o pagamento é feito diretamente pelo app. “Não tivemos nenhum caso de furto até porque nosso sistema é seguro. Sei exatamente quem entrou no espaço, em qual horário etc. portanto, se o licenciado necessitar, ele consegue ver se há falta de estoque e quem pode ter sido”, diz.

O menu da loja é uma decisão do condomínio. "Cabe a eles saber se querem um mercado com opções mais finas, como um vinho de R$ 500, ou uma cerveja tradicional. O licenciado pode cadastrar novos produtos e também temos estimulado o apoio aos negócios locais ao realizar parceiras com fornecedores de pães, bolos, pães de queijos e produtos orgânicos e artesanais — muitos que até moram nos próprios condomínios”, fala.

Licenciamento das lojas

O investimento para quem quer licenciar uma unidade box gira em torno de R$ 70 mil, mas o custo é possível ser barateado caso o empreendedor prefira alugar o contêiner, equipamentos etc., chegando até R$ 1.500 mensais.

Ricetti explica que, do faturamento da loja, 10% fica com a startup, já incluindo a taxa do cartão de crédito. "Todo o restante vai direto para a conta do licenciado, então é diferente da franquia que recebe e depois paga os royalties. Nós também não determinamos qual o distribuidor para comprar os itens para o espaço. Ele consegue ter liberdade de encontrar uma promoção em um atacadista, por exemplo, e preparar o estoque. Os licenciados cuidam da operação, reposição, limpeza e manutenção do estoque pelo app", diz.

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