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Mercados asiáticos fecham em queda por temores de falência da Evergande

·2 minuto de leitura
Monitor exibe queda do índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong em 20 de setembro de 2021 (AFP/Peter Parks)

Os mercados asiáticos registraram quedas expressivas nesta segunda-feira (20) com os temores de uma potencial falência da gigante do setor imobiliário chinês Evergrande, mas também pelos planos do Fed (Banco Central americano), o aumento de contágios de covid-19 e sinais de fragilidade na recuperação mundial.

A Bolsa de Hong Kong encabeçou mais uma vez as quedas provocadas pela Evergrande. A empresa deve pagar esta semana juros por seus empréstimos e títulos, mas os analistas temem que não conseguirá efetuar a operação.

A empresa, uma das maiores incorporadoras imobiliárias da China e do mundo, admitiu que pode enfrentar problemas para pagar as dívidas e obrigações, que superam 300 bilhões de dólares.

Hong Kong registrou queda de 3,3%. A ação da Evergrande chegou a cair quase 19% durante a sessão, mas encerrou o dia em baixa de 10%.

A New World Development perdeu 12,3% e a Henderson Land recuou 13,2%. O índice de propriedades Hang Seng caiu mais de 6%, o pior resultado desde maio de 2020.

O analista Philip Tse, da BOCOM International Holdings, advertiu que mais quedas serão registradas caso os governantes não enviem um sinal claro sobre a Evergrande ou flexibilizem as restrições para o setor imobiliário.

Apesar da crise, o governo chinês ainda não atuou para evitar o colapso da Evergrande.

Os analistas consideram que, embora as autoridades procurem conter a tomada excessiva de riscos, eles provavelmente trabalharão para evitar que o problema se torne incontrolável.

Os demais mercados asiáticos também foram afetados pela situação, com quedas em Sydney, Singapura, Wellington, Mumbai, Manila, Bangcoc e Jacarta.

As Bolsas de Tóquio, Xangai, Seul e Taipé não abriram nesta segunda-feira por feriados locais.

Fundada nos anos 1990, a Evergrande cresceu de forma exponencial durante o boom imobiliário chinês, em parte graças ao acúmulo de uma dívida considerável.

Sua situação foi agravada pelas restrições impostas por Pequim para desalavancar o setor que, por exemplo, proíbem a venda de propriedades antes da conclusão das obras, prática na qual se baseava o negócio da Evergrande.

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