Mercados asiáticos fecham sem direção única

Os mercados de ações da Ásia fecharam sem uma direção única nesta quinta-feira, com leve queda na China, depois que o entusiasmo causado nesta quarta-feira (5) pelos comentários dos novos líderes do país começou a desvanecer. O índice Xangai Composto recuou 0,1% e terminou aos 2.029,24 pontos, depois de alta de 2,9% ontem. O índice Shenzhen Composto caiu 0,2%, encerrando aos 769,90 pontos.

Ontem, o partido chinês indicou que lançará projetos de urbanização e construção de residências para os próximos anos, o que animou os mercados. No entanto, analistas estavam céticos em relação aos ganhos da Bolsa de Shangai ontem e se questionaram se eles se manteriam hoje.

O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, ficou praticamente estável, com queda de 0,09%, fechando aos 22.249,81 pontos. As seguradoras se mantiveram em destaque um dia antes da estreia das ações da People's Insurance da China, o maior IPO em Hong Kong neste ano. O Grupo AIA recuou 0,3%, após notícias de que o Mount Swettenham Investments está levantando US$ 360 milhões com a venda de 92,4 milhões de ações da companhia. A Ping An of China fechou em baixa de 0,3%, depois de um salto de 4,9% na quarta-feira.

Por outro lado, houve um cenário positivo para os mercados. Ontem, o índice de atividade do setor de serviços dos Estados Unidos, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu a 54,7 em novembro, acima da estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que previam queda para 53,5. Em outubro, o ISM de serviços ficou em 54,2. Além disso, as negociações do "abismo fiscal" também indicaram estar progredindo, após relatos de que um grupo de republicanos assinou uma carta dizendo que todas as opções para impostos e programas sociais deveriam ser explorados.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em alta de 1,3%, atingindo o nível recorde de 5.763,64 pontos no índice PSEi, devido ao otimismo dos investidores em relação aos indicadores dos EUA e os sinais de progresso na resolução do "abismo fiscal". Mas o chefe de pesquisas do SB Equities, Edser Trinidad, aponta que as ações estão supervalorizadas. "Definitivamente, estamos indo em direção a uma correção", disse.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou a sessão em alta, com as siderúrgicas liderando os ganhos por intermédio dos caçadores de pechinchas e os investidores estrangeiros que estenderam suas compras pelo sexto pregão consecutivo. O índice Kospi avançou 0,13%, aos 1.949,62 pontos. Os papéis da Posco subiram 3% e os da Hyundai Steel ganharam 4,7%. Já as ações da LG Electronics recuaram 1,5%, e as da Samsung SDI perderam 1,6%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em baixa, encerrando uma sequência de dez dias de alta, uma vez que os investidores decidiram que algumas das ações com maior liquidez estão se tornando muito caras. O índice Taiwan Weighted caiu 0,34%, aos 7.623,26 pontos. As ações da TSMC e Hon Hai recuaram, respectivamente, 0,3% e 0,5%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em queda, com a realização de lucros após os fortes ganhos das duas últimas semanas. O mercado também sofreu a influência do dólar australiano, que já acumula cerca de 3 meses de alta ante o dólar. O índice S&P/ASX 200 recuou 0,24%, aos 4.509,34 pontos. As ações da BHP Billiton subiram 0,4% e as da Rio Tinto ganharam 1,0%. As informações são da Dow Jones.

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