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Mercado de trabalho tem queda generalizada e recordes negativos

DIEGO GARCIA
·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019 - Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019 - Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os dados do emprego no Brasil do trimestre encerrado em agosto mostraram cenário preocupante, com recordes negativos em praticamente todos os indicadores do IBGE, tanto na comparação com maio -o pior momento da pandemia no país- quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

A população desocupada atingiu a taxa recorde de 14,4%, totalizando 13,8 milhões de pessoas sem trabalho - uma alta de 8,5% frente a maio e 9,8% quanto a agosto de 2019. Mas, ao mesmo tempo, a população ocupada também caiu de forma expressiva.

Desde maio, são 4,3 milhões de pessoas a menos sem trabalho, que provavelmente, avalia o IBGE, perderam seus postos, uma queda de 5%. Já na comparação anual, são 12 milhões de brasileiros que deixaram a população ocupada, alta de 12,8%.

Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, a população ocupada está diminuindo provavelmente por processos de dispensa.

"O fechamento de estabelecimentos, a baixa demanda em alguns setores associados à retração da economia afetam o processo de prestação de serviços", explicou.

O volume de trabalhadores domésticos atingiu o menor número da série histórica, com 4,6 milhões de pessoas, retração de 9,4% (473 mil pessoas) no trimestre e 27,5% (1,7 milhão de pessoas) no ano.

Ao mesmo tempo, cresceram outros indicadores que mostram um retrato de restrição no mercado de trabalho.

A população subutilizada aumentou 20% em um ano, o que equivalem a 5,6 milhões de brasileiros a mais trabalhando menos horas do que gostariam. No total, hoje, 33,3 milhões estão nessa situação. Desde maio, o aumento foi de 3 milhões.

Os desalentados, ou seja, que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não vão encontrar uma vaga, alcançaram 5,9 milhões. São 440 mil a mais desde maio e 1,1 milhão desde agosto do ano passado.

Tanto os subutilizados quanto os desalentados são recordes na série histórica.

Segundo o IBGE, as comparações com maio mostra dois trimestres em contexto de pandemia, mas a análise com o ano anterior apresenta um momento sem a Covid-19 no país, razão que explica as quedas mais acentuadas.

Praticamente todos os ramos de atividades, com exceção da agricultura, permanecem em queda devido a um provável processo de dispensa, de acordo com o IBGE.

Na comparação trimestral, o setor de alojamento e alimentação sofreu redução de 15,1%, com 661 mil pessoas a menos. Outros serviços reduziu 11,6% (510 mil pessoas), Serviços domésticos caiu 9,4% (477 mil), Transporte, armazenagem e correio despencou 11,1% (507 mil pessoas) e Indústria reduziu 3,9% (427 mil pessoas).

Outros grupos que sofreram redução foram comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,7%, ou 754 mil pessoas), Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,3%, ou 337 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,4%, ou 740 mil pessoas).

Na análise anual, sem o contexto de pandemia, as maiores perdas em números gerais foi no segmento de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,4 milhões de pessoas, redução de 13,6%).

Já em dados percentuais, os setores de Alojamento e alimentação (31,4%, ou menos 1,7 milhão de pessoas), Outros serviços (22,5%, ou menos 1,1 milhão de pessoas) e Serviços domésticos (27,5%, ou menos 1,7 milhão de pessoas) acabaram sendo os mais prejudicados.