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Mercado de trabalho nos EUA levará anos para se recuperar, diz chefe do Fed

·2 minuto de leitura
(Arquivo) 'Sem emprego, sem aluguel' diz faixa em prédio em Washington, D.C., em 9 de agosto de 2020

A economia americana está "muito longe" de ter um mercado de trabalho sólido e a experiência de recessões passadas mostra que podem passar "anos" antes de voltar o pleno emprego, como antes da pandemia, disse nesta quarta-feira (10) o presidente do Federal Reserve (Banco Central americano), Jerome Powell.

Além de uma campanha de vacinação em massa para pôr fim à crise sanitária, será necessária uma série de medidas para reparar os danos causados pela pandemia no mercado de trabalho americano, destacou Powell em um discurso no Clube Econômico de Nova York.

"Apesar de uma recuperação assombrosamente rápida [na primavera boreal de 2020] ainda estamos muito longe de um mercado de trabalho sólido, cujos benefícios são amplamente compartilhados" entre a população, disse o presidente do Fed.

Powell estimou que a taxa de desemprego real alcança os 10%, acima das estatísticas oficiais de 6,3% no mês de janeiro, após incorporar pessoas que deixaram de procurar trabalho e outros demitidos, mas que foram classificados equivocadamente como empregados.

"Pode levar anos reverter o dano" à força de trabalho, avaliou Powell.

As palavras do presidente do Fed surgem em meio aos debates sobre um gigantesco plano de emergência de 1,9 trilhão de dólares, proposto pelo presidente Joe Biden, orientado sobretudo a ajudar as pequenas e médias empresas e as famílias mais vulneráveis.

Em fevereiro de 2020, antes de a pandemia se espalhar pelos Estados Unidos, o desemprego tinha caído ao seu nível mais baixo em 50 anos. Powell lembrou que todos os trabalhadores, inclusive os cidadãos negros, desfrutavam, então, de pleno emprego, com um aumento da renda.

Agora, o impacto erodiu os benefícios da recuperação da década anterior de forma desigual, particularmente entre os afro-americanos, disse Powell.

"A recuperação ainda depende da capacidade de controlar a propagação do vírus", acrescentou, enfatizando que isso requer vacinações maciças, além de "vigilância contínua" em termos de distanciamento social e uso de máscaras.

No início da pandemia, informou, o aumento do desemprego se deveu quase totalmente à perda temporária dos postos de trabalho, que são os que estão sendo recriados mais rapidamente. Mas a persistência do vírus afetou os empregos permanentes.

"Em vista da quantidade de pessoas que perderam seus trabalhos e a probabilidade de que muitas tenham dificuldades para encontrar trabalho na economia pós-pandêmica", isto exigirá "mais do que uma política monetária" da entidade.

A reparação do dano "exigirá um compromisso de toda a sociedade, com contribuições de todo o governo e do setor privado", disse Powell.

E advertiu: "A experiência nos diz que chegar ao pleno emprego e mantê-lo não será fácil" e é provável que os trabalhadores e os lares "precisem de um apoio contínuo".

Dt/lo/oaa/mls/rsr/mvv