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Mercado de trabalho dos EUA resiste e surpreende novamente em dezembro

O mercado de trabalho nos Estados Unidos se manteve sólido no último mês de 2022, com geração de postos acima das expectativas de mercado, apesar dos esforços do Federal Reserve (banco central americano, Fed) para acalmar uma economia com inflação persistente.

A taxa de desemprego inclusive caiu levemente em dezembro a seu nível de fevereiro de 2020, 3,5%, e em novembro, 3,6%, informou nesta sexta o Departamento de Trabalho.

Os analistas esperavam que esse índice permanecesse estável.

Além disso, foram criados 223.000 postos de trabalho, uma quantidade menor que os 256.000 de novembro, mas maior que os 210.000 esperados, segundo um consenso do briefing.com.

O presidente Joe Biden celebrou este dados que considerou "uma excelente notícia" para a economia. "Em dezembro, a taxa de desemprego caiu a seu nível mais baixo nos últimos 50 anos", destacou em nota.

O emprego é um dos principais elementos que o Federal Reserve considera para avaliar a saúde da economia do país.

O Fed vem subindo as taxas de juros, o que encarece os empréstimos e desencoraja o consumo e os investimentos, mas ainda assim, a demanda por mão de obra continua alta. O aumento de salários para conseguir e manter funcionários é um dos fatores que mais pressiona a alta nos preços.

"A criação de emprego foi registrada especialmente em lazer e hotelaria, serviços de saúde, construção e serviços sociais", informou o Departamento de Trabalho.

- Escassez persistente -

Há dois anos não há mão de obra suficiente nos Estados Unidos.

O presidente do Fed, Jerome Powell, mencionou em dezembro uma escassez "estrutural" de quatro milhões de pessoas.

O número é explicado por aposentadorias desde o início da pandemia, pelo milhão e meio de mortos por coronavírus e a insuficiente imigração, devido à política restritiva do governo de Donald Trump somada ao fechamento de fronteiras por um ano e meio pela pandemia.

Esta situação levou os empregadores a aumentarem os salários, um fenômeno que repercute rapidamente nos preços de vendas dos produtos, que atiçam a inflação.

- Problemas para a tecnologia -

O mercado de trabalho se apresenta até agora muito resistente, apesar de alguns setores enfrentarem dificuldades.

O setor de empresas tecnológicas, impulsionado pelo crescimento da atividade online durante a pandemia, contratou massivamente, mas enfrenta uma mudança de ventos e anunciou um congelamento de contratações e milhares de demissões.

Na quarta-feira, a Amazon foi a última empresa do setor a anunciar um corte massivo de mais de 18.000 funcionários. No mesmo dia, a empresa de software americana Salesforce informou que demitiria 10% de seus empregados, em torno de 8.000 pessoas.

Meta, a matriz do Facebook, anunciou em novembro que demitiria 11.000 pessoas, 13% de sua força de trabalho. No final de agosto, o Snapchat cortou 20% de seus postos e 1.200 pessoas perderam seus empregos.

O Twitter, adquirido pelo bilionário fundador da Tesla, Elon Musk, demitiu metade de seus 7.500 funcionários.

"Se a queda nas contratações de tecnologia afeta ou não o mercado de trabalho como um todo, ainda não se sabe. Mas, no momento, é uma fatia tão pequena que não mostra muito", disse Nela Richardson, economista-chefe da empresa de serviços empresariais ADP, que publica uma pesquisa mensal sobre a criação de empregos no setor privado.

jul/eb/mr/ll/jc/ic