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Mercado terá de buscar opções em era de juros reais negativos

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Na visão da J.P. Morgan Asset Management, investidores devem se preparar para pelo menos mais alguns anos onde os rendimentos dos títulos não conseguem acompanhar a inflação, já que bancos centrais não serão capazes de reduzir significativamente seus balanços.

A gestora, que administra US$ 2,6 trilhões em ativos, espera aumento dos chamados yields com a recuperação da economia dos Estados Unidos dos efeitos da pandemia, mas não o suficiente para evitar juros reais baixos ou mesmo negativos. Nesse cenário, gestores talvez precisem buscar alternativas à dívida tradicional, incluindo ações que pagam dividendos.

A principal razão para essa análise é que se o Federal Reserve não mantiver um balanço considerável, enfrentaria riscos, como elevar os custos do serviço da dívida do governo ou desencadear choques financeiros, disse a gestora em relatório publicado na terça-feira. Ao mesmo tempo, os esforços de governos para abordar questões sociais, climáticas e de infraestrutura sinalizam uma aceleração da inflação.

Os juros reais medidos pela taxa dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA protegidos contra a inflação se recuperaram para cerca de 0,9% negativo em relação à mínima histórica de -1,2% em agosto. Os títulos avançaram com a menor preocupação com a inflação no mercado de renda fixa e recuperação econômica mais rápida. Mas a taxa, que desconta a inflação dos rendimentos nominais, ainda está muito abaixo da média de 1,49% desde o lançamento dos títulos em 1997.

“O Fed enfrenta a escolha de permitir que o nível da dívida se torne um ônus para o governo e para a sociedade ou permitir que a inflação faça esse trabalho”, disse Jared Gross, chefe de estratégia de portfólio institucional da gestora de ativos, em entrevista. O banco central “terá dificuldade em se livrar da flexibilização quantitativa e do crescimento do balanço patrimonial.”

O Fed possui cerca de US$ 5,4 trilhões em Treasuries e ainda está comprando US$ 80 bilhões por mês, parte de um esforço para apoiar a economia e o mercado durante a pandemia. O Fed já sinalizou que vai começar a reduzir gradualmente as compras este ano e encerrá-las até meados de 2022.

Mas isso não significa que o Fed reduzirá imediatamente suas posições, por isso ainda terá influência sobre os yields nominais ao lado de compradores como gestores de reservas soberanas e bancos que compram por razões regulatórias, disse a J.P. Morgan Asset no relatório preparado pelo novo Grupo Consultivo de Investimentos Estratégicos.

“As decisões são ditadas por objetivos diferentes da avaliação do preço apropriado dos títulos”, disse o relatório.

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