Mercado fechado

Mercado tech se une para tentar manter os EUA no Acordo de Paris

Rafael Rodrigues da Silva

Como prometido pela administração de Donald Trump, está cada vez mais próximo o dia em que os Estados Unidos não farão mais parte do Acordo de Paris — mas algumas das maiores empresas de tecnologia do país estão fazendo pressão para que isso não aconteça. Nesta segunda-feira (2) os CEOs de algumas das gigantes tecnológicas (como a Apple, Adobe, Google, HP, Microsoft, Tesla e Verizon) assinaram uma carta pública pedindo para que o país continue fazendo parte do Acordo de Paris, e mantenha uma política de combate ao aquecimento global.

Na carta, eles afirmam que a manutenção dos EUA como parte do Acordo irá aumentar a competitividade das empresas do país, que os ajudarão a se manter na vanguarda das inovações ecológicas, e estabelecem ainda uma série de objetivos para que essa inovação ocorra.

Assinado em 2015, o Acordo de Paris é um tratado assinado por todos os países membros da Organização das Nações Unidas, que define objetivos ambiciosos na redução das emissões de carbono por esses países até o ano de 2020, como forma de tentar conter as consequências das mudanças climáticas. Mas, desde que assumiu a presidência em 2017, Trump tem ensaiado a retirada dos EUA do Acordo, e tem nomeado negacionistas nas pastas ambientais de seu governo.

Mas, apesar do esforço conjunto das empresas de tecnologia, é possível notar que a carta não possui algumas assinaturas importantes, como dos CEOs do Facebook e da Amazon, além dos chefes de três das maiores operadoras de telefonia e internet do país (AT&T, Sprint e T-Mobile). A ausência do Facebook talvez seja a mais estranha, pois a rede social tem assumido alguns compromissos ambientais bastante ambiciosos, como se propor a fazer com que toda a sua operação mundial funcione apenas utilizando fontes de energia renovável já em 2020. Enquanto isso, a ausência da Amazon não deve surpreender ninguém, já que os próprios funcionários a têm criticado por não possuir uma estratégia ampla de como a empresa deverá ajudar no combate ao aquecimento global.

Mesmo assim, as chances de que essa carta irá convencer o presidente Donald Trump a mudar de ideia são mínimas, e ela funciona mais como uma ação de relações públicas para a imagem das próprias empresas, mostrando a seus consumidores que elas estão empenhadas na proteção do meio ambiente.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: