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Mercado se prepara para S&P em queda livre após quebra de piso

(Bloomberg) -- A repercussão negativa dos cortes de impostos no Reino Unido abalam as bases do mercado nos EUA.

O S&P 500 caiu até 1,9% na sexta-feira e estendeu seu tombo na semana para mais de 4,5%. O índice, que já havia fechado abaixo do piso de 3.800 pontos na quarta-feira, agora se aproxima da mínima de junho de 3.666, a próxima linha de suporte nos gráficos técnicos.

O governo britânico divulgou um amplo plano de alívio fiscal que derrubou a libra e os títulos do país. Os investidores se preocupam com o impacto das medidas nas contas públicas e na inflação galopante do país.

Isso azedou o clima já ruim para ativos de risco em todo o mundo. Nos EUA, operadores técnicos que observam gráficos em busca de sinais se preparam para o pior.

“Os indicadores técnicos despencaram” disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley. “Romper 3.800 agora deixa as mínimas de junho na mira.”

O S&P 500 caiu pelo quarto dia consecutivo, a caminho de seu quinto declínio semanal desde meados de agosto. A liquidação foi implacável em todos os setores.

O colapso dos picos de agosto solidifica o canal de tendência de baixa em vigor desde o ápice do mercado de alta no início de janeiro, de acordo com Gina Martin Adams da Bloomberg Intelligence.

“A quebra abaixo do suporte de 3.900 não deixa muito a que se agarrar a caminho de testar as mínimas de junho”, disse.

O Federal Reserve esta semana deixou bem claro que continuará aumentando juros de forma acentuada até que veja sinais de que as pressões de preços estão diminuindo. Esse processo não será “indolor” para os mercados de trabalho e imobiliário, alertou o presidente do Fed, Jerome Powell.

A alta na quarta-feira veio com projeções de que o banco central americano tem mais 1,25 ponto percentual de aperto reservado para este ano, um ritmo muito mais agressivo do que os investidores esperavam.

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