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Mercado reverte apostas de rápido aumento dos juros na Colômbia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A política do banco central da Colômbia desincentiva apostas em aumentos da taxa de juros mais rápidos do que o previsto e cria obstáculos para investidores que esperam ganhos para o peso.

A decisão unânime do banco central esta semana de manter os juros inalteradas levou a uma reversão das apostas de que a Colômbia seguiria os passos do Brasil, México e outros países, que têm retirado os estímulos para controlar a inflação à medida que as economias começam a se recuperar da pandemia.

Embora o mercado estivesse longe de precificar que a taxa seria elevada na reunião de segunda-feira, o peso subiu com a expectativa de que a Colômbia poderia seguir o exemplo do México, que anunciou um aumento surpresa na semana passada.

Mas a decisão de manter os juros incentivou investidores a transferirem recursos para lugares com taxas mais altas, trazendo outro possível obstáculo para o peso colombiano, que tem sido pressionado este ano por protestos políticos e incerteza econômica. Os juros futuros agora mostram probabilidade de 50% de que o banco central mantenha a taxa estável novamente na próxima reunião em 30 de julho, e o peso perdeu cerca de 1,6% em relação ao dólar desde a decisão.

“Um banco central mais 'hawkish' foi um fator importante para o otimismo tático de curto prazo” para o peso, disse Jens Nystedt, gestor de fundos em Nova York da Emso Asset Management, cuja empresa administra US$ 6,8 bilhões. Mas o que a reunião desta semana “sinaliza muito claramente é que eles não subirão os juros em breve. Esse catalisador não vai estar lá.”

Nystedt disse que o peso pode se fortalecer com os preços do petróleo no médio prazo. Mas avalia que, com a a postura do banco central, qualquer avanço da moeda no curto prazo dependerá de mudanças na classificação de risco e de o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, conseguir retomar as reformas fiscais para fortalecer as finanças do governo.

A expectativa era de que o banco central elevaria a taxa básica, na mínima histórica de 1,75%, em parte por números que mostraram aceleração da inflação, embora isso tenha sido parcialmente atribuído a problemas da cadeia de suprimentos causados pelas manifestações no país e agitação provocada pela tentativa fracassada de Duque de aumentar impostos.

Os mercados futuros agora precificam probabilidade de aproximadamente 50% de aumento de 25 pontos-base em julho e de que a taxa básica subirá para 2,29% em três meses, menos do que os 2,41% previstos antes da reunião de segunda-feira.

Mesmo que os investidores concordem que o banco central colombiano tenha tempo para apertar a política monetária, a moeda do país ainda pode ter desempenho inferior às de países como Brasil, México e África do Sul, onde recuperações semelhantes estão em andamento e as taxas de juros são mais altas.

Também existe o risco de mais rebaixamentos dos títulos em moeda estrangeira da Colômbia, que foram reduzidos para a categoria de alto risco, ou junk, pela S&P Global Ratings em maio. Na tarde de quinta-feira, a Fitch Ratings seguiu o exemplo, rebaixando a dívida para um nível abaixo do grau de investimento.

“O banco central da Colômbia enfrenta uma perspectiva de inflação menos desafiadora no curto prazo, então têm mais espaço para esperar do que outros países, como Brasil e México”, disse Mauro Roca, diretor-gerente de mercados emergentes da TCW Group, em Los Angeles.

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©2021 Bloomberg L.P.

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