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Mercado de revenda deve dobrar em cinco anos, chegando a US$ 77 bilhões

·5 min de leitura

Um dos temas de atenção especial na próxima NRF 2022, que começa neste domingo, 16 de janeiro, será o mercado de revenda. Com cobertura especial da Fast Company Brasil, o evento, organizado pela National Retail Federation, a maior associação de comércio varejista do mundo, que reúne os maiores players mundiais do setor, terá na economia circular e no mercado de revenda um dos seus pontos altos de interesse.

Os números impressionam: o mercado de revenda, que em 2021 movimentou US$ 36 bilhões, pode dobrar nos próximos cinco anos, chegando a US$ 77 billhões (dados do relatório ThredUP, plataforma online de vendas e compras de produtos de segunda mão).

O relatório indica que 76% das pessoas que nunca revenderam roupas estão abertas a se aventurar no mercado de segunda mão. Em 2020, eram 36,2 milhões de revendedores. Este número saltou para 52,6 milhões em 2020 e a estimativa agora é de chegar a 118,8 milhões. A facilidade de vender roupas online é, naturalmente, um fator decisivo para este crescimento. Para James Reihnart, CEO da Thred Up, “estamos nos estágios iniciais de uma transformação radical no varejo. Os consumidores estão priorizando a sustentabilidade, os varejistas estão começando a abraçar a revenda e os legisladores estão aderindo à economia circular. As indústrias poluidoras terão que se transformar e os recursos tecnológicos terão que trabalhar de acordo com as motivações dos consumidores, empresas e governo. Já vimos isso com carros elétricos, energia solar e, agora, com a moda circular”, diz ele.

E os números não param de impressionar: neste momento, nos armários americanos, calcula-se que existam cerca de 9 bilhões de peças de roupas guardadas que praticamente não são usadas. E cerca de 36 bilhões de peças são jogadas fora nos Estados Unidos todos os anos. O estudo da ThredUp calcula que 95% deste total poderia ser reciclado ou reusado.

A pandemia da Covid-19 serviu para reforçar o interesse pelo mercado de revenda. Em 2020, ainda segundo o mesmo relatório, 33 milhões de consumidores compraram peças de segunda mão pela primeira vez. E 76% deste total planejam aumentar suas compras no mercado de segunda mão nos próximos cinco anos.

O mesmo estudo revela ainda que 223 milhões de consumidores se declararam abertos a comprar peças de segunda mão.

E o benefício não é só para o bolso do consumidor. O mercado de revenda já vem reduzindo o impacto ambiental da indústria da moda. O modelo de negócio circular, diz o relatório da McKinsey, incluindo aí o “re-commerce”, pode fazer com que a indústria corte cerca de 143 milhões de toneladas de emissão de gases até 2030. Para estarmos alinhados com as metas definidas pelo Acordo de Paris, em 2030, será preciso viver em um mundo no qual uma em cada cinco peças de roupa serão negociadas através de modelos circulares de negócio.

O fato é que a indústria da moda gera sozinha mais de 4% das emissões de gases do planeta (dados do relatório “Fashion on climate: how the fashion industry can urgently act to reduce its greenhouse gas emissions”, “Moda no clima: como a indústria da moda pode reduzir urgentemente suas emissões de gases”, produzido pela consultoria McKinsey). E o equivalente a mais de 90% destes impactos e danos ambientais atribuídos a uma marca de varejo ocorrem fora de seu raio de ação, fora da sua área de controle. Estes danos ocorrem ao longo do processo de produção, nas cadeias de abastecimento e também no pós-venda.

Por isso, a atenção do consumidor – e das marcas – se volta cada vez mais para a revenda de produtos, que gera benefícios ambientais, evitando ou retardando os impactos do descarte ou mesmo reciclando o produto e reduzindo os impactos da fabricação de um novo produto.

O gigante de fast fashion, H&M, já entrou com força no negócio de “segunda mão”, através do portal Rewear, que possibilita aos consumidores comprar e vender produtos. O portal “Rewear”, em tradução livre (“reusar”), propõe o prolongamento do ciclo de vida das roupas, com o espaço para comprar e vender estilos já usados. A plataforma oferece uma experiência digital com ferramentas e serviços adicionais tornando simples a venda de roupas usadas. A marca sueca apresentou ainda, no ano passado, uma máquina que recicla roupas usadas, diante dos olhos dos consumidores, e as transforma em peças novas, reforçando o compromisso com a economia circular.

Revender um produto pode chegar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas a essa venda entre 43% a 82%. Esse tipo de redução de emissões é importante para os consumidores: de acordo com o mesmo relatório da McKinsey, dois terços dos consumidores disseram que lidar com as mudanças climáticas se tornou ainda mais importante desde o início da pandemia de Covid-19. E o interesse do consumidor pelo mercado de revenda, brechós, economia circular, aumentou em todas as faixas etárias e classes sociais. A Covid-19 também acabou por reforçar o interesse pelo assunto. As gerações Z e Y, interessadas em economizar dinheiro – e em proteger o planeta – também têm incentivado o crescimento do mercado de revenda.

Marcas conhecidas como Neiman Marcus, Patagonia, REI, Gap, Levi Strauss & Co. e Coach agora estão vendendo produtos em categorias como: “usados ​​com cuidado” ou “amados”. Os varejistas estão adotando a revenda para aumentar lucros, atrair e reter consumidores e cumprir as metas de sustentabilidade corporativa.

Mas como funciona de fato a revenda? Marcas estão frente a frente com este desafio e acabam por ser obrigadas a criar novos modelos: revenda “in-house”, “business-to-business” ou terceirizada. Amazon, Ikea e Nike estão criando seus mercados de revenda “in-house”. Walmart, por sua vez, está fechando parcerias com plataformas como ThredUp, que oferecem produtos em marketplaces de revenda. São muitos os caminhos e as marcas têm muito aprendizado pela frente e precisam encontrar os melhores caminhos para entrarem nesse jogo. E quanto a nós, consumidores, está na hora de fazer aquela limpeza no armário e (re)colocar para circular tudo que não é usado.

Vale ficar atento às conversas sobre o tema na NRF 2022.

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