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Mercado reduz projeção para alta do PIB de 2020 a 2,17% e para IPCA a 3,19%

Felipe Frisch

É a 3ª queda seguida da mediana de estimativas para o crescimento da economia e a 9ª da de inflação; projeção para Selic também cai e para o dólar sobe A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2020 teve nova queda, a terceira consecutiva, de 2,20% para 2,17%, no Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

O corte responde às mudanças nas expectativas para a economia brasileira anunciados por instituições financeiras na semana passada, após casos de coronavírus serem confirmados em diversos países, inclusive no Brasil.

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Para 2021, o ponto-médio das expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do país permaneceu inalterado em 2,50%, mesmo percentual praticamente desde que o Banco Central começou a coletar as estimativas dos economistas para o período, em março de 2017.

A mediana do mercado para o crescimento da economia brasileira subiu de 1,10% para 1,12% nas últimas projeções coletadas pelo Banco Central para 2019 por meio do seu Sistema de Expectativas de Mercado, que deixaram de fazer parte do Relatório Focus no início deste ano com a entrada das projeções para outros anos.

O PIB do quarto trimestre e do ano passado fechado será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quarta-feira, dia 4 de março.

Inflação

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2020 teve nova queda, a nona consecutiva, de 3,20% para 3,19%, segundo o Focus.

Para 2021, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,75%, nível em que está praticamente desde que foi definida a meta de inflação — exatamente esse percentual — para o ano, no segundo semestre de 2018.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial manteve-se em 3,16% para 2020 e 3,73% para 2021.

Para o IPCA dos 12 meses seguintes, a pesquisa indicou alta, a terceira seguida, de 3,52% para 3,56%.

A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,00% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2021 caiu de 6,00% para 5,75% entre os economistas do mercado, segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira. Assim, passou a registrar o mesmo ponto-médio dos Top 5, há três semanas agora.

Para 2020, a projeção para a Selic permaneceu em 4,25% tanto entre os economistas em geral quanto entre os campeões de acertos.

Câmbio

A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi elevada de R$ 4,15 para R$ 4,20. Para 2021, o ponto-médio das projeções permaneceu em R$ 4,15.

Entre os Top 5 de médio prazo, a mediana das apostas para o fim de 2020 também aumentou, de R$ 4,10 para R$ 4,15, mantendo os R$ 4,17 no encerramento do próximo ano.