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Mercado de olho no Fed após promessa do BCE de acelerar compras

John Ainger e Carolynn Look
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A promessa do Banco Central Europeu de “significativamente” aumentar o ritmo das compras de títulos ameaça turbinar a divergência de rendimento com os EUA, que pode desviar capital da Europa, a menos que o Federal Reserve decida afrouxar ainda mais a política monetária na próxima semana.

A diferença entre os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e de notas equivalentes da Alemanha já é a maior desde antes da onda vendedora da pandemia no ano passado, o que reflete o contraste entre a resiliência econômica americana em meio à rápida distribuição de vacinas e a lenta recuperação da Europa. Agora, estrategistas alertam que a diferença pode aumentar ainda mais depois que o BCE prometeu acelerar o ritmo de flexibilização quantitativa ao longo do próximo trimestre com o objetivo de frear os rendimentos dos títulos.

Uma maior divergência de rendimentos tem várias implicações. Entre elas a possibilidade de que investidores de títulos europeus migrem para os Treasuries, aumentando ainda mais a pressão sobre o BCE para elevar as próprias compras e manter os rendimentos sob controle. E agora que o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou o pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão - algo que no mês passado impulsionou rendimentos ao redor do mundo -, o BCE pode ver sua tarefa dificultada caso o Fed adie movimento semelhante.

“A esperança é que, após o próximo trimestre, os contornos da recuperação sejam claros o suficiente para que a economia possa suportar rendimentos de títulos mais elevados”, disse Antoine Bouvet, estrategista sênior de juros do ING, segundo o qual a diferença de rendimento entre os títulos de 10 anos dos EUA e da Alemanha deve ultrapassar 200 pontos-base em relação aos cerca de 190 atualmente. “Do contrário, duvido que mais compras antecipadas sem um aumento no valor total sejam suficientes para suprimir os juros europeus.”

Os mercados de títulos globais foram abalados neste ano com as apostas de reflação. Mas enquanto os programas de vacinação dos EUA e do Reino Unido estão avançando, a Europa ainda está atrasada, assim como as expectativas de inflação. É uma espécie de reversão do ano passado, quando a região liderou o controle da propagação do coronavírus e o apoio ao mercado de trabalho por meio de programas de licença.

Na reunião de política monetária de quinta-feira, a presidente do BCE, Christine Lagarde, prometeu aumentar o ritmo de compras sob o programa de títulos da pandemia durante o próximo trimestre. Não está claro quanto, mas dados divulgados na segunda-feira mostraram que a instituição comprou 11,9 bilhões de euros na semana passada, bem abaixo do ritmo médio de 18 bilhões de euros desde o lançamento da ferramenta. O Crédit Agricole espera que o volume chegue a 25 bilhões de euros.

Na zona do euro, pelo menos, há sinais de que o compromisso do BCE de mais compras de títulos já está cumprindo seu papel. Os rendimentos dos títulos alemães de 10 anos atingiram o menor nível em três semanas na quinta-feira. Os da Itália caíram até 11 pontos-base, para 0,57%, reduzindo a diferença de rendimento entre os dois para 92 pontos-base, perto do nível mais baixo desde 2015.

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