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Mercado não pode ditar a pauta, diz Lula a economistas que farão seu programa

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.12.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.12.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Reunido com economistas que integram o núcleo de acompanhamento de políticas públicas da Fundação Perseu Abramo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (14), que o mercado financeiro não deve ditar o debate econômico no país.

Dirigindo-se a economistas que se dedicarão à elaboração de seu programa de governo, o ex-presidente disse que os interesses do mercado não podem se sobrepor aos problemas que afligem a população.

Lula aponta fome, desemprego, inflação, saúde e educação como pautas prioritárias e inclui a defasagem salarial como problema a ser enfrentado. Ainda segundo participantes, Lula afirmou que o PT já provou que tem responsabilidade fiscal.

O ex-presidente disse que, na sua administração, houve valorização do salário mínimo e política de inclusão social sem aumento de inflação e afirmou ter conhecimento de que a estabilidade é importante para deter a alta de preços ao consumidor.

Ele lembrou que, no início de seu governo, a dívida pública representava cerca de 60% do PIB e correspondia a 30% quando encerrou seu mandato.

O ex-presidente listou esses dados para argumentar que nenhum outro partido foi mais sério na gestão fiscal. Mas que, ainda assim, o partido é alvo de cobrança injusta e desproporcional.

Em uma crítica ao mercado e à imprensa, Lula disse que, frequentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PL) quebra regras fiscais, sem que haja indignação.

O ex-presidente encorajou os economistas que transitam no seu campo ideológico a expor publicamente suas opiniões. A orientação é disputar o debate público.

O núcleo de acompanhamento de políticas públicas é composto por 83 economistas, nem todos filiados ao PT. Eles se reúnem regularmente, a convite da Fundação Perseu Abramo. Parte do grupo estará escalada para a redação do programa de governo de Lula.

Como a candidatura dele ainda não está lançada, ficou acertado que, por enquanto, não será destacado um porta-voz de Lula em matéria econômica.

Anfitrião do encontro, o presidente da fundação, o ex-ministro Aloizio Mercadante, afirmou, em tom de brincadeira, que os petistas não precisam de um posto Ipiranga --termo usado por Bolsonaro para se referir ao ministro Paulo Guedes-- porque já têm o pré-sal.

O grupo é unânime em sua contrariedade ao teto de gastos, que, para Mercadante, foi feito para tirar os pobres do Orçamento público.

Eles negaram também a volta da CPMF no plano de reforma tributária proposto pelo grupo, mas destacaram que é indispensável haver um imposto progressivo sobre renda e riqueza.

A reunião contou com 35 participantes. Ficou acertado que o grupo se reunirá com mais frequência. A avaliação dos economistas é que o cenário beira a recessão.

O ex-ministro afirmou que o grupo de economistas está em contato com representantes do governo espanhol, que passa por reforma trabalhista, elogiada na semana passada por Lula. A Espanha também é inspiração para o grupo no que diz respeito a direitos para trabalhadores de aplicativos.

"O tema da reforma trabalhista não é só resgatar direitos perdidos, é elaborar respostas a um tema novo e desafiador como o dos trabalhadores de aplicativos", disse.

Serão enviados dois representantes do grupo de economistas para estudar a experiência espanhola.

O ex-ministro e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reclamaram da perda de financiamento sindical gerada pela reforma trabalhista, que teria que desorganizado essas entidades. Gleisi afirmou que o PT e o próprio Lula são contra o imposto de contribuição sindical, mas que ele não poderia ter sido retirado sem alternativas.

A presidente do partido criticou também os preços dos combustíveis no país. "Não é possível o Brasil ter uma empresa como a Petrobras e o povo pagar uma das gasolinas mais caras do mundo, está errada a política de preço da Petrobras, do óleo e do gás, não pode continuar assim."

Para Mercadante, uma volta de Lula à presidência vai recompor as instituições e trazer crescimento e previsibilidade da política econômica, o que irá atrair mais investimento estrangeiro.

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