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Mercado Livre: vendedores inovam para burlar regras e sistemas antipirataria

·4 min de leitura

A Black Friday representa uma oportunidade dos consumidores comprarem itens de desejo em boas condições de preço. Não surpreende que muitos aguardem a data comercial para adquirirem um novo celular, tablet, eletrodoméstico, eletrônico, roupas, o que seja — tudo na expectativa de fazer bom negócio.

Mas, mesmo que algumas ofertas durem pouco, é necessário comprar com cuidado para evitar frustrações. Já mostramos como produtos piratas permeiam plataformas de e-commerce. Eles duram menos, não apresentam a qualidade esperada, e não possuem nota fiscal ou garantia.

Mercado Livre tenta impedir pirataria, mas usuários encontram brechas (Imagem: André Magalhães/Canaltech)
Mercado Livre tenta impedir pirataria, mas usuários encontram brechas (Imagem: André Magalhães/Canaltech)

Este é um problema que muitas lojas virtuais sofrem ao abrirem suas plataformas para marketplace — mas tem quem o faça com o devido cuidado. E mesmo quando algumas medidas são adotadas, alguns comerciantes conseguem driblar mecanismos de proteção para anunciar seus produtos falsificados.

O Mercado Livre anunciou recentemente a sua adesão ao guia antipirataria do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça. Desde então, a empresa tem derrubado produtos piratas, e anunciou medidas como o bloqueio da conta de vendedores, investimento em inteligência artificial para proteção de marcas, e recursos humanos voltados para averiguação de denúncias.

Mesmo assim, às vésperas da Black Friday, ainda é possível encontrar lojistas que driblam as regras da plataforma para oferecer produtos falsos. A forma como os produtos são anunciados se sofisticou, e pode estar driblando mecanismos de verificação do Mercado Livre.

Nomes sutis

Um exemplo acontece quando o tênis Air Jordan da Nike está sendo pesquisado na plataforma. Possivelmente temendo a desativação do anúncio por parte do Mercado Livre, os vendedores camuflam o logo da fabricante, e omitem parte das palavras-chave da busca.

Anúncios de produtos piratas burlam mecanismos do Mercado Livre (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)
Anúncios de produtos piratas burlam mecanismos do Mercado Livre (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)

A censura gráfica muitas vezes é grosseira, mas aparentemente suficiente para “enganar” os algoritmos da plataforma. O design exibido nas imagens e a própria descrição dos anúncios não escondem que se tratam de versões piratas do produto da Nike.

Alguns vendedores mais destemidos, inclusive, avisam na descrição dos produtos que o logotipo é removido como forma de evitar a desativação do anúncio.

(Imagem: Reprodução/Mercado Livre)
(Imagem: Reprodução/Mercado Livre)

Censura gráfica grosseira

A JBL é outra marca muita visada pelos anunciantes de produtos falsificados. Muitas vezes os produtos vão ao ar com as imagens promocionais oficiais da empresa — mas com o logo removido digitalmente. Ainda assim, sobram elementos visuais que, a olhos menos atentos, acreditam ser uma caixa de som da fabricante.

A frustração muitas vezes é vista nas análises do produto — após o recebimento. Vão de queixas da qualidade sonora, até problemas de paramento, passando por distorções em volumes altos.

Caixas JBL são muito visadas no mercado de produtos piratas (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)
Caixas JBL são muito visadas no mercado de produtos piratas (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)

Em um dos anúncios, inclusive, o anunciante confirma que não emite nota fiscal. No seguinte, confirma que o produto se trata de uma “réplica”, como muitas vezes são chamadas as versões piratas de um dispositivo.

(Imagem: Reprodução/Mercado Livre)
(Imagem: Reprodução/Mercado Livre)

“Réplica”, “tipo”

Outro exemplo de violação aos termos de uso da plataforma acontece quando fones Beats, da Apple, são pesquisados. Neste anúncio exibido abaixo, um produto da marca Knup está sendo vendido, mas no título o vendedor o descreve como "tipo Beats”.

Alguns vendedores usam marcas famosas para vender produtos mais baratos (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)
Alguns vendedores usam marcas famosas para vender produtos mais baratos (Imagem: Reprodução/Mercado Livre)

Mesmo o logo lembra muito o da Beats, mas não é: há um detalhe que puxa uma haste adicional no desenho. Então, novamente, só olhares mais atentos irão notar que o anúncio dá a entender que um dispositivo será entregue — mas que na casa do consumidor chegará outro.

Resposta do Mercado Livre

Entramos em contato com o Mercado Livre para obtermos posição da empresa diante das novas infrações de vendedores na plataforma. A companhia, assim, reforçou que “trabalha de forma incansável para combater o mau uso da sua plataforma, a partir da adoção de tecnologia e de equipes que também realizam buscas manuais”.

A empresa também destaca “não ser responsável pelo conteúdo gerado por terceiros, conforme prevê o Marco Civil da Internet e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para plataformas de intermediação”. E que mesmo assim “investe e atua no combate à pirataria, falsificação, e fraude, a fim de garantir o cumprimento das suas políticas e da legislação”.

Dentre outras medidas a empresa ressalta o uso de machine learning no seu sistema para excluir automaticamente anúncios, incluindo um algoritmo que aprende com denúncias espontâneas para que o sistema automatizado seja melhorado. Os sistemas robóticos são responsáveis pela exclusão de 99,4% dos anúncios falsos, inclusive.

Quando indagada sobre as ações do Mercado Livre para evitar que um cliente saia lesado, a companhia declara que possui “parceria com entidades públicas e privadas que atuam no combate, investigação e punição desse tipo de infração” — um Brand Protection Program que inclui 5,4 mil detentoras de direitos industriais — e já baniu mais de 20 mil vendedores desde a implementação desses sistemas.

Por último, o Mercado Livre declara que 95% das vendas na plataforma são feitas com nota fiscal. 90% das emissões se dão pelo próprio sistema do e-commerce, enquanto 5% dos vendedores possuem logística e controle fiscal próprios. Os outros 5%, declara a empresa, são vendedores pessoa física com “vendas esporádicas, isentas de pagar tributos de acordo com o Código Tributário Nacional”.

Fonte: Canaltech

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