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Mercado ignora falas do Fed e aposta em corte de juros em 2023

(Bloomberg) -- Autoridades do Federal Reserve têm se desdobrado para convencer os investidores de que não cortarão juros antes do final do ano.

Não está funcionando.

O mercado monetário dos EUA atualmente precifica um pico de juros em torno de 4,9%, seguido por quase meio ponto percentual de corte até o final de 2023.

Várias autoridades nos últimos dias sinalizaram o contrário: os juros caminham para mais de 5% e permanecerão neste patamar o ano inteiro.

No mês passado, o presidente Jerome Powell enfatizou que a história adverte contra o “afrouxamento prematuro da política monetária”.

Os traders parecem não acreditar, e o risco é que o Fed precise apertar ainda mais se a queda das taxas efetivas do mercado prejudicarem os esforços para esfriar a economia.

“O mercado acha que o Fed está agindo sem um roteiro, já que errou previsões no passado”, disse Marc Chandler, estrategista-chefe da Bannockburn Global. Os investidores apostam que os EUA “caminham para uma recessão e que o Fed ainda não entendeu”.

Os yields do Tesouro americano mudaram pouco desde antes da reunião de política monetária do Fed no mês passado, quando as autoridades elevaram suas projeções de pico de juros. Powell destacou que 17 de 19 membros do Fed prevêem um pico de 5% ou mais, um nível acima das taxas de mercado atuais.

Essa mensagem foi transmitida novamente nos últimos dias. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse que o banco central deve aumentar os juros para mais de 5% no início do segundo trimestre e depois esperar por “muito tempo”. Esther George do Fed Kansas disse que o BC deve manter a taxa básica acima de 5% até 2024.

“As autoridades do Fed se tornaram mais hawkish porque os investidores não estão ouvindo seus avisos”, disse Ed Yardeni, veterano do mercado de títulos que dirige a empresa de pesquisa homônima. “Talvez as autoridades do Fed devessem ouvir o mercado de títulos.”

Um dos problemas é que, no passado, Powell e seus antecessores minimizaram a relevância do chamado gráfico de pontos das projeções dos formuladores de política monetária para a taxa de referência.

Outra questão é que as previsões do Fed para 2021 se mostraram bem erradas ao não anteciparem os aumentos de juros de 2022.

O próprio Powell minimizou a importância do gráfico de pontos quando era um dos governadores do Fed, e reafirmou essa postura ao assumir o comando do banco central em 2018.

Janet Yellen, quando era presidente da instituição, disse ao mercado para ignorar o gráfico de pontos em meados de 2014. Até Ben Bernanke, que como chefe do Fed introduziu o gráfico de pontos em 2012, mais tarde tentou minimizar seu valor de sinalização de política monetária.

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©2023 Bloomberg L.P.