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Mercado formal desacelera e abre 253 mil vagas em outubro, menor saldo em 6 meses

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***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 22-07-2019: Carteira de trabalho e previdência social. Ministério do Trabalho e Emprego. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O país registrou a abertura de 253 mil vagas de emprego com carteira assinada em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O saldo é o segundo seguido a mostrar desaceleração e representa o menor resultado dos últimos seis meses.

O saldo decorre da diferença entre 1,7 milhão de contratações e 1,5 milhão de desligamentos, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado do mês ficou abaixo de outubro de 2020, quando o país enfrentava o primeiro ano da pandemia de Covid-19.

Bruno Dalcolmo, secretário-executivo de Trabalho e Previdência, afirmou que as empresas estavam contratando a um ritmo forte até agora e que havia um limite para essa expansão. Para ele, as contratações passam a ter agora uma dependência maior da dinâmica da economia.

"Não há um desaquecimento, o que há é um processo normal porque as empresas contrataram pesado desde o ano passado até agora, e há um limite para isso. As empresas não vão continuar contratando ad infinitum. Em algum momento, elas começam a depender da dinâmica geral da economia", disse.

"Claro que isso é influenciado pela demanda por produtos, pelas exportações, pelos valores das commodities, pela confiança do empresariado, questões relacionadas à inflação. Mas aí é uma dinâmica normal da economia. Ao contrário de uma desaceleração, o que estamos experimentando agora é um processo de normalização das contratações e demissões, e isso é muito bom", afirmou.

De acordo com o ministério, o saldo menor de outubro na comparação com um ano antes é explicado também pelo aumento das demissões, em decorrência do fim do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (que permitia redução de salário ou suspensão de contratos de trabalho em troca de um benefício, o BEm, pago pelo Tesouro Nacional ao funcionário afetado) —que não está mais em vigor.

Dentre os setores que contrataram, a maior retração em termos percentuais (em relação a meses anteriores) foi observada na indústria, que vinha abrindo mais de 70 mil vagas por mês entre agosto e setembro —e em outubro contratou 26,6 mil.

De acordo com os técnicos, os números da indústria são influenciados pela cadeia sucroalcooleira, já que a safra da cana-de-açúcar foi encerrada. Além disso, dizem, há um comportamento sazonal e tradicional das fábricas nessa época —quando elas começam a encerrar a produção de bens a serem vendidos no comércio para as festas de fim de ano.

No lado positivo, a criação de vagas tem sido puxada por serviços, setor que abriu 144,6 mil vagas e está sendo impulsionado pela reabertura das atividades e pelo avanço da vacinação. O desempenho dentro do grupo foi liderado pelos segmentos de atividades administrativas; alojamento e alimentação; e transporte, armazenagem e correio.

Em seguida, ficaram os setores do comércio (70,3 mil vagas abertas), da indústria (26,6 mil) e da construção (17,2 mil). Apenas a agropecuária fechou postos de trabalho no mês (corte de 5,8 mil postos).

Os dados do Caged mostram ainda uma queda real de 4,3% no salário médio de admissão na comparação com outubro do ano passado —para R$ 1.795,46. Desde abril, há retração constante no indicador.

De acordo com os técnicos, o movimento é natural no fim do ano e tende a ser revertido após janeiro. Além disso, dizem, a contratação de trabalhadores temporários também acaba puxando os salários para baixo.

Durante a entrevista à imprensa, o ministério comentou os ajustes nos dados do Caged do ano passado. Dados atualizados no começo do mês mostraram que o saldo referente a 2020 caiu quase pela metade se comparado ao número divulgado inicialmente pelo governo federal.

Segundo dados divulgados em janeiro pelo Ministério da Economia, o indicador havia ficado positivo em 142.690 vagas no ano passado. Após ajustes no começo do mês com números entregues por empresas fora do prazo, o saldo encolheu 46,8%, para 75.883 vagas criadas.

Dalcolmo afirmou que os dados do Caged, que teve metodologia alterada no começo de 2020, não podem mostrar números que não estão no banco de dados e que as empresas têm 12 meses para ajustar as informações prestadas ao governo.

Antes de anunciar os dados do Caged, o ministro Onyx Lorenzoni participou do 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC). No evento, ele afirmou que o mercado de trabalho formal no Brasil deve continuar crescendo e se manter na casa das 2,5 milhões de vagas criadas.

O ministro ainda comentou que o governo pretende apresentar até o fim do ano uma medida provisória ou projeto de lei que cria o Serviço Social Voluntário que deverá oferecer oportunidades para jovens e pessoas com mais de 50 anos nas prefeituras.

"O Serviço Social Voluntário vai estar disponível para as prefeituras brasileiras logo na virada no ano. É um sistema de contratação simplificada para quebrar esse círculo vicioso. Ou seja, o jovem ou a pessoa de mais de 50 anos vai para uma prefeitura, trabalha um turno, recebe o equivalente e tem a obrigatoriedade da qualificação. Se ficar um ano no programa, no mínimo duas qualificações, se ficar até dois anos no programa, quatro qualificações", explicou.

Rodolfo Margato, economista da XP, afirma que o mercado de trabalho formal no Brasil continuará em expansão nos próximos meses, embora a criação líquida de ocupações deva perder velocidade. Segundo ele, esse cenário incorpora a redução gradual do número de contratos sob cobertura do BEm e o arrefecimento das contratações nos setores de serviços e comércio a partir do início de 2022, em linha com um cenário de tímido crescimento econômico (a XP projeta alta de 0,8% para o PIB no ano que vem, após elevação próxima a 5% este ano).

"Por fim, projetamos criação líquida de 2,87 milhões de empregos formais em 2021. Para 2022, esperamos adição de aproximadamente 1 milhão de ocupações com carteira assinada", afirma Margato.

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