Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.893,32
    -1.682,15 (-1,52%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.778,87
    +104,57 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,22
    -0,12 (-0,26%)
     
  • OURO

    1.776,50
    +0,80 (+0,05%)
     
  • BTC-USD

    19.516,36
    -0,91 (-0,00%)
     
  • CMC Crypto 200

    382,09
    +17,50 (+4,80%)
     
  • S&P500

    3.621,63
    -16,72 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    29.638,64
    -271,73 (-0,91%)
     
  • FTSE

    6.266,19
    -101,39 (-1,59%)
     
  • HANG SENG

    26.341,49
    -553,19 (-2,06%)
     
  • NIKKEI

    26.433,62
    0,00 (0,00%)
     
  • NASDAQ

    12.357,25
    +80,25 (+0,65%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3612
    -0,0134 (-0,21%)
     

Mercado de firmas de cheque em branco pode esfriar, diz Goldman

Gillian Tan
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Nos dez meses de 2020, um volume recorde de US$ 61 bilhões foi levantado em ofertas públicas iniciais pelas chamadas empresas de cheque em branco. No entanto, os investidores podem ser mais criteriosos de agora em diante.

“Houve um aumento muito significativo da emissão SPAC e esperamos que o mercado seja mais seletivo no futuro”, disse em entrevista na terça-feira Olympia McNerney, do Goldman Sachs, responsável por sociedades de propósito específico para aquisição nos EUA, ou SPACs, na sigla em inglês.

McNerney descreveu o mercado de SPAC dos EUA como “talvez muito frenético” neste ano. Ela prevê que os volumes se tornarão mais “racionais” à medida que os gestores de fundos tenham de lidar com o que ela descreveu como indigestão.

Como investidores alocaram mais capital nas SPACs, alguns atingiram limites internos que regulam sua exposição a firmas de cheque em branco, um veículo que forneceu uma rota alternativa para algumas empresas privadas abrirem capital. As SPACs levantam caixa em um IPO e depois se fundem com uma empresa-alvo, poupando-a do fardo e do risco de buscar uma listagem.

A quantia levantada por 166 SPACs nas bolsas dos EUA neste ano é quase sete vezes maior do que o volume captado por 38 empresas de cheque em branco neste período no ano passado, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O total de US$ 61 bilhões deste ano se aproxima dos US$ 72 bilhões levantados em todos os anos anteriores combinados, mostram os dados.

As SPACs atingiram uma máxima histórica em outubro, levantando um total combinado de US$ 17 bilhões em IPOs, e as emissões ficaram acima de US$ 10 bilhões pelo quarto mês consecutivo.

Dezenas de SPACs pediram registro na SEC dos EUA antes das listagens. Entre elas, a Investindustrial Acquisition, que contratou o ex-CEO do UBS, Sergio Ermotti, como presidente do conselho, e a Forest Road Acquisition, que conta Martin Luther King III como diretor e Shaquille “Shaq” O’Neal como assessor estratégico.

Ainda assim, a queda de novos registros de SPACs em outubro pode indicar uma desaceleração iminente, devido ao atraso entre a data de um registro e o subsequente IPO. Geralmente, empresas de cheque em branco enviam seus pedidos à SEC com os valores que planejam levantar já determinados e são capazes de abrir capital em questão de semanas.

Outro sinal de que as SPACs podem estar perdendo força é que cerca de 60% das listagens de outubro estão sendo negociadas abaixo do preço da oferta, segundo os dados.

Os investidores podem estar prontos para uma pausa.

“Alguns investidores disseram que serão muito mais seletivos em relação às SPACs até o final deste ano, mas acredito que continuarão a subscrever as SPACs lideradas por equipes de gestão diferenciadas e de alta qualidade”, disse McNerney.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.