Mercado fechado

Mercado espera forte ajuste dos juros nos EUA e fim do ciclo de alta da Selic

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar avançava frente ao real nos primeiros negócios desta terça-feira (20), depois de cair acentuadamente na véspera, com investidores adotando cautela no primeiro dos dois dias de reuniões de política monetária dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos.

Às 9h09 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,75%, a R$ 5,2052 na venda. Na B3, às 9h09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,58%, a R$ 5,2190.

O Banco Central realizará neste pregão leilão de até 13.760 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de outubro de 2022.

Nesta segunda-feira (19), o dólar fechou em forte queda frente ao real, com investidores adotando uma postura otimista em relação à atuação do Banco Central do Brasil na sua política de controle da inflação.

O dólar comercial à vista caiu 1,82%, a R$ 5,1640 na venda. Na Bolsa de Valores brasileira, o índice Ibovespa saltou 2,33%, aos 111.823 pontos.

Participantes do mercado relataram alguns motivos para a queda da taxa de câmbio, entre os quais o sentimento de que a autoridade monetária do país acertou o momento de subir sua taxa de juros.

Predomina no mercado a avaliação de que o Brasil encerrará o ciclo de elevação da taxa Selic nesta quarta-feira (21), com um possível último ajuste de 0,25%.

Essa expectativa positiva sobre país contrasta com a preocupação sobre os próximos passos dos principais bancos centrais, principalmente o americano, que deverá anunciar uma forte elevação no custo do crédito na quarta-feira (21).

Alguns analistas também apontaram que esse otimismo quanto ao Brasil foi reforçado pela notícia do apoio do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles à candidatura do ex-presidente Lula (PT).

A mensagem captada pelo mercado quanto ao apoio de Meirelles é a da previsibilidade na condução econômica em um eventual mandato petista. Isso não significa que o mercado torce a favor ou contra Lula, mas sim que agora há expectativa de racionalidade e moderação em relação à política do candidato que lidera as pesquisas.

No cenário externo, investidores esperam uma forte alta dos juros de referência nos Estados Unidos. Há duas semanas, o mercado considerava uma alta entre 0,50 e 0,75 ponto percentual, mas agora há a expectativa para uma elevação entre 0,75 e 1 ponto percentual.

Provocada pela quebra das cadeias de abastecimento durante a pandemia e agravada pela Guerra da Ucrânia, a inflação é um problema para as principais economias.

Diante da persistência da inflação, ganha força o temor de que os Estados Unidos serão obrigados a elevar juros ao ponto de provocar um tombo da economia mundial nos próximos meses.

Em Wall Street, os principais indicadores do mercado americano fecharam a sessão desta segunda com uma recuperação moderada em relação à forte baixa da semana passada.

O Dow Jones, que acompanha o desempenho de 30 das maiores empresas dos EUA, subiu 0,64%. Já o S&P 500, parâmetro para as ações negociadas em Nova York, avançou 0,69%.