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Mercado de healthtechs inicia ano aquecido com mais de R$ 298 milhões captados

·5 min de leitura
Healthcare and medicine. Medical and technology. Doctor working on digital tablet on hospital background
Healthcare and medicine. Medical and technology. Doctor working on digital tablet on hospital background

Quem achou que a onda das startups de saúde (healthtechs) já tinha passado, se enganou. Segundo o Inside Healthtech Report, levantamento do braço de inteligência de mercado da empresa de inovação Distrito, as healthtechs receberam um total de US$ 52,3 milhões (R$ 298 milhões) até a metade de fevereiro com nove investimentos distintos. O montante já corresponde a 49,3% do total investido em 2020, quando o setor captou mais de US$ 106 milhões em 12 meses.

"Este já é o segundo trimestre consecutivo em que as healthtechs receberam mais de US$ 30 milhões de financiamento. Temos um ótimo indicativo de que o mercado está amadurecendo", afirma Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer, por meio de nota enviada à imprensa. De acordo com projeções da empresa, o ano de 2021 deve ser encerrado com mais de US$ 200 milhões investidos, distribuídos em mais de 50 rodadas de investimento.

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Até agora, o grande destaque do ano foi a startup Alice, plano de saúde individual que mescla atendimento digital com presencial. A empresa atraiu US$ 33 milhões em sua rodada Series B — cerca de R$ 178,8 milhões na conversão atual. Liderado pelo fundo americano ThornTree Capital Partners, a rodada teve participação do Kaszek Ventures, Canary e Maya Capital. É um dos maiores investimentos em uma healthtech nacional.

“O setor de saúde precisa ser reinventado. O mercado está há muitos anos sem grandes inovações, o que escancara tanto problemas como oportunidades de negócio”, comenta André Florence, CEO e cofundador da Alice, em entrevista concedida ao Yahoo! Finanças, ao falar sobre o momento da startup. “A lógica financeira de ‘seguro de saúde para quando você fica doente’ já não é mais suficiente para as pessoas que estão em busca de saúde”.

Saúde mental e telemedicina

Outro setor que mostra força neste começo de ano são as healthtechs voltadas para cuidados de saúde mental. Categoria que ganhou holofotes durante a pandemia, essas empresas têm atraído cada vez mais capital. De acordo com um levantamento da CB Insights, em 2020, o segmento atraiu em 2020 mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) por todo o mundo — praticamente o dobro do volume de cerca de US$ 1,12 bilhão captado em 2019.

Neste começo de ano, o Zenklub, que faz a ponte do atendimento digital entre psicólogos e pacientes, captou um aporte de US$ 8,4 milhões em uma rodada de Series A. “Crescemos muito em 2020, mas queremos mais. Queremos que especialistas em saúde emocional tenham o protagonismo na sociedade que merecem, e, para contribuir com isso, estamos construindo a maior comunidade deles no Brasil”, afirma Rui Brandão, CEO do Zenklub.

Por aqui, das mais de 700 startups de saúde do país, 30 são focadas no cuidado mental. Ao longo do último anos, estas healthtechs arrecadaram um total de US$ 4,7 milhões, mais do que o dobro do ano passado (US$ 1,85 milhões) e 10 vezes o valor de 2018 (US$ 430 mil). Só o Zenklub realizou mais de 50 mil sessões por mês, em 2020, atendendo pessoas em mais de 980 cidades e em 124 países. Um aumento de 515% na quantidade de clientes.

“É um momento muito positivo para as healthtechs pela necessidade de nos adaptarmos e evoluirmos a forma como consumimos saúde. O que a pandemia de coronavírus nos mostrou é que tratar da saúde não é ir a um consultório ou hospital quando estamos doentes”, continua o executivo do Zenklub ao Yahoo! Finanças. “É um olhar proativo no cuidado da nossa saúde, um cuidado diário, onde a sociedade precisa de healthtechs”.

A telemedicina também está ganhando destaque. A startup ViBe, que atua no setor, recebeu um aporte de US $9,8 milhões no comecinho de janeiro. A empresa não foi encontrada para comentar o investimento e o cenário de healthtechs, mas o objetivo da startup é expandir a atuação da telemedicina — hoje, a ViBe é focada em atendimento remoto para medicina primária, com um foco mais específico em classes C e D.

A startup não respondeu aos pedidos de entrevistas, mas especialistas indicam que este investimento na ViBe é apenas a “ponta de iceberg” para 2021. “Pode ter certeza de que este ano será um momento de absoluto fortalecimento das startups e plataformas de telemedicina”, afirma José Castro Aguiar, médico e pesquisador da área. “Se 2020 foi o ano em que essa tecnologia foi amplamente testada, então 2021 será a confirmação”.

Futuro das healthtechs

Além desse cenário bom de investimentos, o que esperar para 2021 e além? Quais as áreas devem ganhar força? Atualmente, o País possui 719 healthtechs, segundo levantamento do Distrito, divididas em nove categorias. A maior parte é de Gestão e Prontuários Eletrônicos (25%). Em seguida, estão as que atuam com Acesso da Informação (16,7%), Marketplace (12,6%), Telemedicina (11,8%) e Farmacêuticas e Diagnóstico (10%).

Espera-se, agora, um crescimento principalmente nesses dois últimos segmentos. “Estamos vivendo um ano desafiador para a saúde. As healthtechs não podem mais ser um complemento, precisam fazer parte da solução. Startups de diagnóstico rápido e seguro, assim como as de telemedicina, são o caminho”, continua Aguiar. Rui Brandão, do Zenklub, adianta: “ficaria de olho na Amparo Saúde, Bionexo, Hi Technologies e, claro, no Zenklub”.

2021, então, é o ano das startups de saúde? “Todo ano é um bom ano para resolver problemas na vida das pessoas. E que setor tem problemas mais urgentes do que a saúde? O potencial de mercado é gigante e as pessoas estão mais preocupadas com saúde do que nunca”, diz o CEO da Alice. “A saúde seguirá como um tema extremamente relevante pelos próximos anos em todo planeta. Haverá mais espaço para inovações no sistema de saúde”.

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