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Mercado de colecionáveis vai 'muito bem' apesar do coronavírus

Finanças Internacional
·3 minuto de leitura
Todd McFarlane, quadrinista e CEO da McFarlane Toys, empresa de figuras colecionáveis baseadas em persongens da cultura geek. Foto: Charles Sykes/Invision/AP
Todd McFarlane, quadrinista e CEO da McFarlane Toys, empresa de figuras colecionáveis baseadas em persongens da cultura geek. Foto: Charles Sykes/Invision/AP

A crise do coronavírus massacrou o varejo, mas um famoso empreendedor dos quadrinhos acredita que a cultura geek vai sobreviver, pois os consumidores estão usando o dinheiro que gastariam em viagens e convenções para comprar objetos colecionáveis e brinquedos.

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A covid-19 afetou vários setores, mas o varejo foi um dos mais atingidos. O setor de brinquedos, por sua vez, já não ia muito bem. A Hasbro e a Mattel, por exemplo, estavam sob pressão muito antes da pandemia.

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Ainda assim, Todd McFarlane, CEO da McFarlane Toys e criador do personagem Spawn, conta ao Yahoo Finanças que há boas notícias nesse mercado que enfrenta tantas dificuldades. Ele acredita que, com o cancelamento das convenções de quadrinhos, as pessoas que pretendiam participar estão com mais dinheiro para gastar, já que não poderão viajar para esses eventos (e nem mesmo sair muito de casa).

“Elas estão gastando mais com pequenos luxos”, explica o artista e empreendedor. “Em vez de gastar US$ 40, elas gastam US$ 80 pela internet” em produtos da McFarlane Toys, comercializados pela Target e Walmart.

“Elas fazem pedidos 300% mais caros, e as vendas estão 400% mais rápidas”, completa McFarlane. “Mesmo sem ir às lojas, essas pessoas estão com dinheiro no bolso e estão gastando em coisas geek”.

A McFarlane Toys acabou de assinar um contrato com o Walmart para lançar uma linha de colecionáveis exclusivos e, com esse acordo, o CEO descobriu o que os varejistas procuram em um produto. Entre outras coisas, McFarlane criou uma linha de brinquedos genéricos.

“Tive essa ideia porque os CEOs de todas as empresas do mercado estão de olho nos brinquedos. Eles querem plástico por um bom preço para colocar suas marcas, não tem erro”, explica ele ao Yahoo Finanças.

“Por isso, vou oferecer embalagens maiores por um preço mais em conta, pois é isso que eles estão procurando. Os clientes do Walmart querem economia”, ele completa.

A Funko é um exemplo de empresa que sempre lucrou muito com a cultura geek, mas já vinha enfrentando dificuldades mesmo antes da crise de COVID-19. Para McFarlane, esse problema aconteceu porque a empresa “investiu em apenas um formato. Quando as pessoas se cansam de um formato, é preciso oferecer outras opções, e esse não foi o caso”.

O efeito Hollywood

A propagação do coronavírus continua, e é possível que a crise se estenda até o final de 2020 devido a um problema peculiar nessa cadeia de abastecimento: a interrupção das produções de Hollywood.

McFarlane explica que as gigantes do entretenimento, como Disney, Warner Brothers, Paramount e Sony, são essenciais para a cultura geek, pois “o lucro anual dos fabricantes de brinquedos depende basicamente dessas empresas”.

“As grandes produções cinematográficas foram interrompidas. Este ano, não teremos filmes dos Vingadores, nem da Mulher Maravilha, foram todos adiados. Os filmes que depois viram brinquedos não foram lançados”, comenta o CEO.

“As consequências serão sentidas mais adiante, porque os fabricantes de brinquedos não vão lucrar com os filmes de férias e essa crise vai se arrastar até o Natal”, conclui McFarlane.

Nick Monte

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