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Mercado dá poucos sinais de expectativas de recessão: Deutsche

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(Bloomberg) -- Algumas figuras proeminentes de Wall Street alertaram recentemente que os aumentos de juros do Federal Reserve podem levar a economia dos EUA a uma recessão.

Mas não é isso que os investidores do mercado de ações precificam no momento, de acordo com analistas do Deutsche Bank.

Os estrategistas Parag Thatte e Binky Chadha analisaram vários indicadores, incluindo posições a descoberto, volumes de opções de compra, sentimento e fluxos de fundos, entre outros, e descobriram que muitos sugerem que os investidores esperam amplamente que o Fed atinja seu objetivo - o chamado pouso suave, que não destrói o crescimento.

“Embora uma desaceleração no crescimento pareça precificada em todos os tipos de ativo”, disseram, “poucos estão em níveis de recessão”. Os estrategistas estimam que o S&P 500 terminará o ano em 4.750 pontos, cerca de 15% acima de onde estava na segunda-feira.

As posições a descoberto, uma medida das apostas na queda dos preços das ações, estão perto de mínimas recordes, escreveu a dupla em uma nota. O volume dessas posições em relação à capitalização do mercado como um todo está perto de mínimas de 20 anos.

Enquanto isso, o volume de negociações de opções de compra caiu drasticamente dos níveis elevados do boom da pandemia, quando a alta estava no auge. Mas eles disseram que a queda, em relação a opções de venda não mostra expectativas de contração. “A relação venda/compra agora está alinhada com uma desaceleração do crescimento, mas não com uma recessão”, disseram.

Não que os profissionais concordem exatamente com o que está por vir para a economia.

Muitos operadores ficaram assustados semana passada quando uma série de CEOs expressou perspectivas sombrias, incluindo Jamie Dimon do JPMorgan, que alertou para um “furacão” econômico. Outros executivos do banco expressaram opiniões semelhantes.

Mas nem todos os estrategistas desses bancos concordam, ressaltando o alto nível de incerteza econômica.

Economistas do Goldman Sachs, enquanto isso, dizem que a economia dos EUA ainda caminha para um pouso suave.

Os analistas do Deutsche Bank também analisaram os fluxos de fundos de ações, que desaceleraram em relação ao ritmo recorde registrado no ano passado, mas ainda não tiveram saídas sustentadas. Na verdade, nos últimos três meses, esses fundos registraram entradas de mais de US$ 25 bilhões.

Ao mesmo tempo, as alocações das famílias em ações permanecem elevadas. E o ritmo dos anúncios de recompra continua forte, chegando a mais de US$ 300 bilhões nos últimos três meses, disseram os estrategistas.

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©2022 Bloomberg L.P.

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