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Mercado de celulares tem queda de 9% no segundo trimestre

Nesta sexta-feira (29), a International Data Corporation (IDC), a Counterpoint Research e a Canalys divulgaram relatórios sobre o mercado global de celulares no segundo trimestre de 2022. Reflexo do clima econômico e geopolítico mundial, os documentos indicam que as remessas de dispositivos caíram cerca de 9% em comparação ao mesmo período em 2021, mas sem grandes mudanças no ranking das maiores fabricantes.

Os três relatórios mostram que o número total de remessas de smartphones caiu para cerca de 290 milhões de unidades no segundo trimestre de 2022. Comparado com meses anteriores, este é o quarto trimestre consecutivo que o setor está em queda.

Conforme as empresas de análises de mercado, vários fatores influenciaram esse declínio. Enquanto a crise da Ucrânia desestimulou as vendas na Europa Central e Oriental — uma redução de 36,5%, segundo a IDC —, os lockdowns na China durante o trimestre prejudicaram as marcas locais e resultaram em uma queda de 14,3% no país asiático.

Quadro com a participação de mercado das cinco principais fabricantes de celulares nos últimos trimestres (Imagem: Reprodução/IDC)
Quadro com a participação de mercado das cinco principais fabricantes de celulares nos últimos trimestres (Imagem: Reprodução/IDC)

Samsung se mantém no topo

Apesar do momento difícil para a indústria, os relatórios não mostram mudanças significativas no ranking de marcas. Nos três cenários, a Samsung permanece como líder global do mercado e obteve considerável crescimento anual.

Segundo o IDC e a Canalys, a sul-coreana dominou 21% do mercado de celulares no segundo trimestre de 2022. A Counterpoint também destaca o crescimento anual de 8% nas remessas de dispositivos, mesmo que parte desse estoque esteja “encalhado”.

A Apple aparece em segundo lugar nos três relatórios, tendo entre 14,6% e 17% de market share. Embora tenha tido um ligeiro crescimento na participação de mercado, a Counterpoint indica que a gigante de Cupertino teve uma queda de 5% no número de remessas no período.

Em terceiro lugar, a Xiaomi parece ter sido bem afetada pelos lockdowns na China e teve uma considerável perda anual do número de remessas. Mesmo se mantendo com entre 13% e 14% de participação de mercado, a empresa chinesa apresentou uma queda de até 25% nos envios de novos aparelhos.

Algo semelhante aconteceu com a Vivo Mobile e a Oppo, fabricantes chinesas que revezam entre o quarto e o quinto lugar dos relatórios. Cada marca possui cerca de 8% de market share, mas tiveram uma queda nas remessas na casa dos 20%.

Quadro com o número de remessas de dispositivos no quatro trimestre de 2021 e 2022 (Imagem: Reprodução/Canalys)
Quadro com o número de remessas de dispositivos no quatro trimestre de 2021 e 2022 (Imagem: Reprodução/Canalys)

Previsão para os próximos meses

Conforme os analistas, as dificuldades do mercado de celulares devem continuar no segundo semestre de 2022. O péssimo cenário econômico mundial, as incertezas geopolíticas e a diminuição do desejo dos consumidores por novos dispositivos devem atrapalhar a recuperação da indústria na era “pós-Covid”.

Além da escassez da cadeia de suprimentos ainda não ser um problema resolvido, o excesso de aparelhos em oferta também gera uma preocupação para as marcas. Com o grande número de lançamentos previstos para os próximos meses, os especialistas sugerem que as fabricantes vão precisar se adaptar e planejar produtos mais competitivos.

Fonte: Canaltech

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