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Mercado de celulares concentra mais no top 5 com Samsung líder no 1º trimestre

·4 minuto de leitura

O mercado de celulares voltou a crescer no primeiro trimestre de 2021, depois de sofrer uma queda durante o ano passado, causada principalmente pela pandemia de COVID-19. O pódio segue com Samsung, Apple e Xiaomi em primeiro, segundo e terceiro, assim como já havia sido observado no final de 2020, quando os efeitos do embargo imposto pelos EUA à Huawei começaram a surtir efeito na fabricante chinesa.

O relatório é da Gartner, que observou um acréscimo de 26% nas vendas do primeiro trimestre do ano. Na comparação ano a ano, ou seja, dos três primeiros meses de 2021 com os mesmos meses de 2020, o crescimento foi de 22%, segundo a companhia. O aumento se deve a uma demanda reprimida aliada a alguns outros fatores, explicou o diretor de pesquisa sênior da Gartner, Anshul Gupta.

“A melhoria na perspectiva dos consumidores, o aprendizado sustentado e o trabalho em casa, junto com a demanda reprimida de 2020 impulsionaram as vendas de smartphones no primeiro trimestre. Os consumidores começaram a gastar em itens discricionários à medida que a situação da pandemia melhorou em muitas partes do mundo e os mercados se abriram", observou o analista. Porém, ele ainda lembra que a base de comparação é menor do que entre 2020 e 2019, por isso o crescimento em dois dígitos.

Os números ainda mostram uma concentração maior do mercado de celulares nas cinco líderes, que ampliaram o domínio, enquanto as outras tiveram redução de cerca de 40% para 30% do mercado. Samsung, Apple, Xiaomi, Vivo e Oppo celebram o crescimento, enquanto Huawei fica de fora por conta do embargo imposto pelos EUA.

Samsung segue líder

Todas as empresas listadas apresentaram aumento na fatia de mercado na comparação ano a ano. Isso se deve, principalmente, à saída da Huawei de cena, visto que a fabricante chinesa sofre com o embargo americano e reduziu bastante a oferta de celulares, inclusive após vender a marca Honor.

Mesmo assim, todas venderam mais unidades agora. A Samsung ultrapassou os 76 milhões de celulares vendidos ao redor do mundo, aumento expressivo aos mais de 55 milhões do primeiro trimestre de 2020. A companhia agora tem 20,3% de fatia de mercado, quase dois pontos percentuais a mais que os 18,4% do início do ano passado.

Segundo a Gartner, lançamentos de celulares a preço médio abaixo de US$ 150 impulsionaram as vendas da sul-coreana em todo o mundo. Também contribuiu para o crescimento das vendas a antecipação de modelos 5G, principalmente o lançamento da série Galaxy S21 em janeiro.

(Imagem: Reprodução/Gartner)
(Imagem: Reprodução/Gartner)

Apple volta à vice-liderança

A Apple, que ficou com a primeira posição no ranking da Gartner no último trimestre de 2020, voltou à segunda colocação, também com acréscimo de quase dois pontos percentuais em sua fatia de mercado comparado com o primeiro trimestre do ano passado, agora com 15,5%. O movimento é normal, visto que a oferta da nova geração de iPhone costuma impulsionar as vendas da Maçã no final do ano, e volta a patamar mais estável nos três primeiros trimestres do ano seguinte.

A chegada do suporte ao 5G à série iPhone 12 foi um dos maiores impulsionadores da Maçã, e há previsão de que será o modelo mais vendido de sua história nos primeiro meses. “O 5G continuará a ser o principal impulsionador de crescimento da Apple em 2021. As atualizações de dispositivos irão alimentar a demanda pelo telefone carro-chefe da Apple ao longo do ano”, avaliou Gupta.

Chinesas seguem no páreo

No terceiro lugar ficou a Xiaomi com 12,9% de fatia de mercado, três pontos percentuais a mais do que os 9,9% do trimestre inicial de 2020. Vivo e OPPO completam o top 5 com 10,2% cada, sendo que a primeira subiu de 7,4% e ultrapassou a segunda, que tinha 8% no começo de 2020. As três empresas souberam aproveitar as oportunidades com a queda da Huawei, segundo a Gartner.

Curiosamente, a categoria “outras”, que inclui todas as fabricantes não citadas, teve uma forte queda em sua fatia de mercado, o que aponta para uma possível concentração do setor nas cinco maiores. Nos primeiros meses de 2020, essas empresas detinham mais de 42% do mercado, e agora ficaram com quase 31%, apenas.

A Gartner ainda observou que a escassez global de chips ainda não impactou o mercado neste início de 2021. Isso pode mudar nos próximos trimestres, que devem ter um aumento nos preços dos celulares e, consequentemente, uma demanda menor dos consumidores por conta disso.

Fonte: Canaltech

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