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Mercado do Brasil sobe na contramão global após decisões sobre juros

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019 - Still de mãos segurando cédulas de real. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019 - Still de mãos segurando cédulas de real. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado de ações brasileiro entregou ganhos robustos aos investidores nesta quinta-feira (22), tomando caminho contrário das baixas nas principais Bolsas mundiais. Também contrariando mercados internacionais, os juros futuros domésticos caíram de forma generalizada, enquanto o real terminou o dia entre as moedas mais valorizadas.

O índice Ibovespa, referência da Bolsa de Valores do Brasil, fechou o dia com alta de 1,91%, aos 114.070 pontos. Um ganho muito significativo em relação ao fechamento dos principais indicadores de ações americanos e europeus. O S&P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, terminou em queda de 0,84%. Bolsas de Londres e de Frankfurt recuaram 1,08% e 1,84%, respectivamente.

Analistas dizem que notícias da véspera sobre a conclusão pelo Banco Central do ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic) sinalizaram êxito na política monetária do país para desacelerar a alta dos preços ao consumidor, embora o Brasil ainda esteja longe de atingir suas metas de inflação.

Nesta quarta-feira (21), o Banco Central local confirmou que não reajustaria a taxa Selic, mantendo o patamar de 13,75% ao ano.

Nos Estados Unidos, porém, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou a terceira forte elevação seguida de 0,75 ponto percentual no custo do crédito, sem dar sinais de que a batalha contra a inflação está perto do fim.

Esse contexto também justifica a queda da taxa de câmbio no Brasil, enquanto o dólar ganha força frente às principais moedas.

Nesta quinta, o dólar comercial à vista fechou em queda de 1,14%, a R$ 5,1130 na venda. O real também encerrou o dia como a segunda moeda mais valorizada entre as emergentes, atrás apenas do rublo da Rússia.

Apesar do consenso no mercado sobre a necessidade de tornar o crédito mais caro nos Estados Unidos, há o temor de que a medida adotada pelo Fed na tentativa de frear a maior inflação em 40 anos provoque uma grave desaceleração da atividade econômica.

Sem perspectiva de crescimento das empresas em um cenário de crise, investidores tendem a abandonar os mercados de ações para buscar ganhos na renda fixa. A mais segura delas é a americana, onde os títulos soberanos ficam cada vez mais vantajosos.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos, referência para esse mercado, ronda o maior patamar em uma década.

No caso do Brasil, além das decisões sobre juros colocarem o mercado local em vantagem, também pesa o fato de que o país aparece como uma das economias emergentes com fatores favoráveis em um cenário de agravamento da Guerra da Ucrânia, pois possui grandes exportadores de matérias-primas e de alimentos com potencial de valorização.

Isso passou a fazer ainda mais diferença após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter determinado pela primeira vez a mobilização de até 300 mil reservistas para lutar na Guerra da Ucrânia, além de ter ameaçado usar armas nucleares para garantir territórios dominados pelas tropas russas.

"Qual país provavelmente se beneficiaria com a continuidade da Guerra da Ucrânia provocando aumento de alimentos e commodities? Aparentemente alguém pode colocar o dinheiro no Brasil", comentou Roberto Dumas, estrategista-chefe do Voiter. "Não é que o Brasil esteja excelente, mas o mundo está muito pior."