Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.647,99
    +1.462,52 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +658,14 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,66
    +1,35 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.768,10
    -29,80 (-1,66%)
     
  • BTC-USD

    61.208,27
    -639,40 (-1,03%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.464,06
    +57,32 (+4,07%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +33,11 (+0,75%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +382,20 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.234,03
    +26,32 (+0,37%)
     
  • HANG SENG

    25.330,96
    +368,37 (+1,48%)
     
  • NIKKEI

    29.068,63
    +517,70 (+1,81%)
     
  • NASDAQ

    15.144,25
    +107,00 (+0,71%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3297
    -0,0741 (-1,16%)
     

Mensagens revelam que Hang financiou blogueiro bolsonarista, diz TV

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Documentos obtidos pela CPI da Covid, e divulgados pela TV Globo, na noite desta sexta-feira (24), revelam que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, acusado de espalhar fake news, conseguiu financiamento do empresário Luciano Hang graças à ajuda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Allan dos Santos, que é dono do canal conservador "Terça Livre", é investigado em dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) por disseminação de fake news e ameaça e incitação ao crime contra autoridades.

Em setembro, a ministra Rosa Weber determinou a manutenção da quebra dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do blogueiro. Allan dos Santos é considerado uma espécie de líder informal das redes bolsonaristas, e muito ligado aos filhos do presidente Bolsonaro.

Nas mensagens interceptadas pela Polícia Federal, às quais o "Jornal Nacional" teve acesso, Allan dos Santos pede a Eduardo Bolsonaro que o coloque em contato com Hang, considerado um empresários mais ricos do Brasil, dono das Lojas Havan e um dos principais apoiadores de Bolsonaro.

Eduardo então envia o número do telefone de Hang, mas questiona: "Quer que eu fale algo a ele para te introduzir?". Allan responde. "É melhor". Horas depois, o filho do presidente envia nova mensagem a Allan dos Santos, já com a resposta de Hang.

"Ele disse que você pode entrar em contato com ele. Falei que você é o nosso cara da imprensa para um projeto que desenvolvemos aqui nessa semana de aulas do Olavo", disse Eduardo Bolsonaro, referindo-se a Olavo de Carvalho, professor, astrólogo e guru de Jair Bolsonaro.

No dia seguinte, o blogueiro bolsonarista volta a entrar em contato com Eduardo. "Sobre o Hang, quando ele voltar da Europa, falarei com ele". O filho do presidente então responde: "Beleza. Falei no macro com o Hang".

Quatro meses depois, Allan dos Santos escreve nova mensagem a Eduardo, desta vez, comemorando o fechamento de patrocínio para o seu programa. "Luciano Hang está dentro. Patrocínio para o programa."

A CPI da Covid, no Senado Federal, aponta para a existência de uma verdadeira organização criminosa disseminadora de fake news antes -e durante- a pandemia de covid-19. E que Allan dos Santos seria uma das principais peças.

A comissão apurou ainda que políticos, empresários e sites utilizaram a rede conhecida como "gabinete do ódio" (responsável por espalhar notícias falsas ou reforçar sua narrativa em redes sociais).

"É a existência de uma verdadeira organização criminosa de fake news, que teve papel determinante no agravamento da pandemia. Veja: essa organização criminosa começa a se articular e a se constituir a partir de 2019 e, na pandemia, para reforçar o discurso negacionista do presidente da República e de seu governo", disse o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em entrevista ao "Jornal Nacional".

A CPI aprovou nesta quinta-feira 924), o requerimento de convocação de Luciano Hang para depor perante ao colegiado na próxima semana. A comissão quer saber, dentre outras coisas, sobre o seu elo com o gabinete do ódio. Em resposta nas redes sociais, Hang disse que "será um prazer depor" aos senadores.

"Não faço parte de gabinete nenhum. A imprensa deveria ser baseada na verdade dos fatos e não em narrativas. Se a CPI tem posse de algum documento que diz que ajudei ou financiei direcionamento de mensagens falsas, o documento é falso. Não pode existir prova de algo que nunca fiz. Dizer que patrocinei veículos de internet que disseminaram desinformação, é uma mentira. Quem está divulgando esses absurdos terá que provar. O que não conseguirão, pois nunca financiei ou fiz parte de qualquer tipo de grupo com essa finalidade", disse.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos