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Menos alumínio da China muda cenário do setor, diz CEO da Alcoa

Joe Deaux
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Sinais de que a China está tomando medidas significativas para controlar a produção de alumínio serão um ponto de inflexão para o cenário de longo prazo, após anos de saturação no setor, segundo o diretor-presidente da Alcoa.

Empresas que dependem da energia movida a carvão estão na mira do governo enquanto a nação asiática tenta cumprir a meta de neutralidade de carbono até 2060. Existe a expectativa de que uma blitz mais ampla possa encerrar uma expansão de décadas que tornou a China o maior produtor do metal. O país responde por cerca de 55% da oferta global de alumínio.

Embora os preços tenham despencado na terça-feira com informações sobre os planos da China de vender alumínio de suas reservas, o metal ainda acumula alta de 13% este ano em meio à preocupação de que o controle reduzirá a disponibilidade da commodity. A China respondeu praticamente por todo o aumento da produção global de alumínio no mês passado, por isso a oferta mundial poderia cair se as fundições chinesas pisarem no freio, de acordo com o Commerzbank.

“Do lado da oferta, o que é realmente importante é que a China realmente começou a fazer cumprir suas leis, não está emitindo licenças de operação”, disse o CEO da Alcoa, Roy Harvey, em entrevista por telefone. “Isso é um ‘game changer', porque quando optaram por realmente começar a aplicar essa necessidade de licenças de operação foi quando começamos a ver alguma disciplina voltada para a quantidade de capacidade que estava entrando no mercado.”

Harvey também disse que ainda observa forte recuperação da demanda na China e no resto do mundo. Esse fator, combinado com o fato de a China levar a sério sua pegada de carbono e metas ambientais, o torna “muito otimista” em relação ao mercado.

Reservas estatais

A China estuda vender cerca de 500 mil toneladas do metal de suas reservas estatais, de acordo com uma pessoa com conhecimento do plano. O alumínio negociado em Londres caiu 2,3% após a notícia, mas analistas do Citigroup disseram que a queda representa uma oportunidade de compra. É mais provável que a venda das reservas ocorra gradualmente nos próximos cinco anos, com impacto mínimo no mercado de alumínio, disseram analistas liderados por Max Layton em nota terça-feira.

Harvey disse que os estoques da China acumulados durante a pandemia começarão a cair porque há muita demanda, enquanto a oferta de novas operações será um tanto limitada. Os preços do alumínio podem ser negociados em médias anuais mais altas nesta década do que na última por causa de uma trajetória mais contida para o crescimento da oferta, com a produção chinesa sendo potencialmente limitada a 45 milhões de toneladas, disse Andrew Cosgrove, analista da Bloomberg Intelligence, em relatório na terça-feira.

“Vemos muito mais disciplina e muito mais previsibilidade em como esse fornecimento será feito”, disse Harvey. “Eles estão administrando a economia para serem mais eficientes em termos de energia, para estarem muito focados em eliminar o carbono e se moverem em direção ao zero líquido”, o que levará muitos anos, mas a China começa a colocar isso em prática agora, segundo o executivo.

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