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Menor procura faz desemprego ficar estável em quase todos os estados

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*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP,  07.01.2021 - Posto móvel do CATe 1 (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) cadastra desempregados na Lapa, bairro da capital paulista. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 07.01.2021 - Posto móvel do CATe 1 (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) cadastra desempregados na Lapa, bairro da capital paulista. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O desemprego ficou estável em 26 unidades federação no primeiro trimestre de 2022, frente ao anterior, com a estabilidade da taxa nacional, que foi de 11,1%, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A única queda ocorreu no Amapá (14,2%), que variou -3,3 p.p em relação ao quarto trimestre de 2021.

Os dados divulgados em abril já apontavam que a taxa de desemprego ficou estável, com a procura por vagas de trabalho travada nos primeiros três meses do ano. De janeiro a março, a taxa de desocupação foi de 11,1%, mesmo nível do quarto trimestre de 2021.

Segundo os analistas do IBGE, o fato de não haver crescimento na busca por trabalho no trimestre, explica a estabilidade da desocupação. O cenário é diferente do registrado nos outros trimestres terminados em março, quando, pelo efeito da sazonalidade, havia aumento da procura por trabalho.

O número de pessoas que estavam procurando trabalho por dois anos ou mais ficou em 3,46 milhões no primeiro trimestre --no mesmo trimestre do ano passado eram 3,59 milhões nessa situação.

A pesquisa aponta que as grandes regiões metropolitanas do país tiveram taxas de desocupação estáveis, ao se comparar com o último trimestre do ano passado, sendo que o Nordeste (14,9%) se manteve com o maior índice ao longo de todos os trimestres analisados. Já a região Sul teve a menor, 6,5%.

As maiores taxas de desocupação foram as da Bahia (17,6%), de Pernambuco (17%) e Rio de Janeiro (14,9%); na outra ponta, as menores taxas de desemprego foram aferidas em Santa Catarina (4,5%), Mato Grosso (5,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%).

O Amapá foi o único estado do país em que houve queda, de 3,3 p.p., passando de 17,5% no quarto trimestre de 2021 para 14,2% no primeiro trimestre deste ano.

Veja ranking do desemprego nos estados no primeiro trimestre:

Bahia: 17,6%

Pernambuco:17%

Rio de Janeiro: 14,9%

Sergipe: 14,9%

Acre: 14,8%

Paraíba: 14,3%

Alagoas: 14,2%

Amapá: 14,2%

Rio Grande do Norte: 14,1%

Amazonas: 13%

Maranhão: 12,9%

Distrito Federal: 12,6%

Piauí: 12,3%

Pará: 12,2%

BRASIL:

11,1%

Ceará: 11%

São Paulo: 10,8%

Minas Gerais: 9,3%

Tocantins: 9,3%

Espírito Santo: 9,2%

Goiás: 8,9%

Roraima: 8,8%

Rio Grande do Sul: 7,5%

Rondônia: 6,9%

Paraná: 6,8%

Mato Grosso do Sul: 6,5%

Mato Grosso: 5,3%

Santa Catarina: 4,5%

"Essa queda, contudo, não se deve ao aumento no número de pessoas ocupadas, mas a menor pressão das pessoas sem trabalho buscando ocupação no estado. Houve uma queda de 7,3% no número de pessoas na força de trabalho e um aumento de 10,4% no contingente fora da força", analisa a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

RENDA DO TRABALHO SÓ CRESCE EM SÃO PAULO

Os números nacionais também já apontavam um dado preocupante: se a renda ficou em R$ 2.548, um avanço de 1,5% em relação a dezembro (R$ 2.510), a queda é considerável, quando se compara com o mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre de 2021, a renda dos trabalhadores retrocedeu 8,7%. A massa de rendimento foi estimada em R$ 237,7 bilhões.

"Na comparação com o quarto trimestre de 2021, somente as regiões Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) tiveram expansão significativa no rendimento médio. Já entre as unidades da federação, embora tenha havido uma tendência de leve aumento em boa parte delas, o único estado que realmente teve aumento estatisticamente significativo foi São Paulo (R$ 3.107)", acrescenta Beringuy.

No Brasil, o número de trabalhadores por conta própria na comparação com o último trimestre caiu 2,5%. Isso quer dizer que 660 mil pessoas dessa categoria saíram do mercado. De acordo com o IBGE, nesse contingente, 475 mil eram trabalhadores sem CNPJ.

De acordo com a pesquisa, aumentou o número de empregados no setor privado com carteira assinada, que chegou a 34,9 milhões de pessoas. Na comparação com o trimestre concluído em dezembro, houve um aumento de 1,1%, ou de 380 mil pessoas. A categoria cresceu pelo quarto trimestre consecutivo, porém em percentual menor ao observado nos trimestres de 2021.

A série histórica da Pnad Contínua começou em 2012. Segundo o IBGE, a pesquisa é o principal instrumento para acompanhar a força de trabalho no país. A amostra da Pnad Contínua corresponde a 211 mil domicílios, com cerca de 2 mil entrevistadores em 26 estados e no Distrito Federal.

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