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Menopausa: o que é, quando acontece, sintomas e cuidados necessários

Emily Santos
·4 minuto de leitura

A menopausa é o marco do fim da vida reprodutiva da mulher que acontece entre 45 e 55 anos de idade com a última menstruação. Esse é um processo gradual que acontece com todas as mulheres. Na verdade, ele começa já no nascimento, já que as mulheres já nascem com uma quantidade específica de óvulos que o corpo vai liberando a cada mês com o primeiro ciclo menstrual até a menopausa. 

Esse é um aspecto que difere muito a vida reprodutiva das mulheres e dos homens, já que a cada ejaculação o corpo masculino produz mais espermatozóide. Já no corpo feminino, os óvulos são liberados mensalmente, sem reposição, até que "acaba o estoque".

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Mas mas do que só marcar o fim da vida reprodutiva da mulher, a menopausa também pode acarretar outras questões importante para a mulher e, por isso, esse momento da vida também precisa ser acompanhado por um médico. 

Quando acontece a menopausa?

Mulheres podem sentir ondas de calor durante a menipausa. Foto: Getty Image
Mulheres podem sentir ondas de calor durante a menipausa. Foto: Getty Image

Apesar de ter seu fim ali por volta dos 50 anos, a fase de transição, conhecida como climatério, pode começar pelos 40 anos de idade. Nesse período, é comum que a mulher experiencie os primeiros sintomas, representados pela irregularidade da menstruação, metabolismo lento e confusão hormonal. É comum, também, que as mulheres experimentem sintomas mais chatos, como ondas de calor ao longo do dia, transpiração excessiva durante a noite, insônia, irritabilidade, entre outras coisas. 

A partir daí, os médicos só consideram que a mulher entrou na menopausa quando ela fica um ano sem menstruar.

E a menopausa precoce, quando acontece?

A menopausa também pode acontecer antes dos 40 anos e nesses casos pode ser considerada precoce. São vários os motivos que podem levar a isso, entre eles a herança genética, exposição à radioterapia ou quimioterapia, entre outros.

Menopausa tardia também pode acontecer?

Pode acontecer também o contrário da menopausa precoce, que é a tardia. Ela geralmente é diagnosticada em mulheres que já têm mais de 55 anos e ainda não passaram pela menopausa, e é mais comum em pessoas que já têm histórico de menopausa tardia na família. Nesse caso — como em todo caso de menopausa, aliás — é preciso de acompanhamento ginecológico.

Quais mudanças acontecem durante a menopausa?

Além dos sintomas da pré-menopausa, o desequilíbrio na produção dos hormônios femininos pelo ovário pode causar na mulher mudanças físicas e emocionais. 

Entre alguns dos sintomas dessa fase estão o inchaço do do corpo, das mamas, persistência ou insurgência das alterações de humor, dores de cabeça ou enxaqueca, entre outros. Esses sintomas se assemelham muito aos da Tensão Pre-Menstrual (TPM), com o diferencial que pode ser mais duradouro. 

A menopausa pode trazer risco à saúde da mulher?

A menopausa é um ciclo natural da vida feminina e por si só não representa um risco à saúde. No entanto, é preciso se atentar à doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer que podem acontecer mais facilmente neste período. Por isso, é necessário que se faça o acompanhamento médico para previnir e se atentar a qualquer sinal indevido. 

A menopausa pode interferir na vida sexual da mulher?

É muito comum que mulheres na menopausa reclamem de falta de lubrificação, o que pode causar dor na penetração, porque a vagina fica seca, menos elástica e flexível, o que pode acarretar em machucados e lacerações no ato sexual. 

O tesão das mulheres também pode ser impactado nesta fase. Tudo isso pode resultar no desinteresse sexual das mulheres.

E dá para resolver ou melhorar isso?

Tanto a falta de interesse sexual quanto a saúde da vagina podem, sim, melhorar durante a menopausa, tudo isso depende de uma coisa importante: acompanhamento médico.

Nesta fase, o ginecologista pode pedir exames para saber como está a saúde geral da mulher e também o nível de hormônios no corpo. A partir dos resultados, ele pode optar por prescrever reposição hormonal. Entre as opções estão as pílulas, gels ou adesivos de progesterona e estrogênio.

Mas alguns profissionais não concordam com esses métodos de tratamento e podem sugerir mudanças de hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos.

Já para ajudar no ato sexual, o ginecologista pode prescrever lubrificantes à base de água, hidratantes ou pomadas vaginais e, dependendo do caso, até fisioterapia pélvica — também conhecida como pompoarismo. Esses exercícios ajudam a aumentar a circulação sanguínea dentro do canal vaginal e, com isso, aumentar a lubrificação.

Mas atenção: é preciso alertar que nem sempre as alterações hormonais são as causadoras da falta de tesão. Se a mulher não estiver se sentindo bem com as mudanças do corpo, envelhecimento, feliz no relacionamento ou até satisfeita sexualmente, ela pode não ter interesse em fazer sexo. Em casos assim, a terapia pode ser indicada para investigar e tratar essas questões. E, claro, a intimidade do casal também pode ser algo fundamental para ajudar nesse momento.