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Menino de 13 anos pode perder visão após ser atingido por bala de borracha em protesto em Macapá

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Família relata que pediu ajuda à PM que, ao ver o ocorrido, foi embora (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Família relata que pediu ajuda à PM que, ao ver o ocorrido, foi embora (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Um menino de 13 anos, morador de Macapá, corre o risco de perder a visão depois de ter sido atingido por uma bala de borracha. Ele foi atingido durante uma manifestação contra o apagão no estado do Amapá. Já faz mais de uma semana que o estado está com falta de energia elétrica.

A Polícia Militar reprimia a manifestação e vai apurar a origem do disparo que atingiu Lucas Matheus de Abreu. Segundo o G1, a família relatou que os PMs não prestaram socorro e negam que tenham participado do protesto.

O ato acontecia no bairro Cogós, Zona Sul de Macapá, na sexta-feira, 6. A família de Lucas tem um empreendimento na região. De acordo com o relato da família, eles estavam tentando fechar os estabelecimentos quando começou a confusão na rua.

O adolescente contou que atravessava a rua quando os disparos começaram. Então, foi atingido no olho. “Ficamos desesperados. Mostramos ele aos policiais e a polícia continuou atirando. Um funcionário nosso foi baleado também. Quando eles perceberam o que tinham feito, pegaram a viatura e foram embora. Vamos supor que eles não tenham atirado para atingi-lo, mas o que mais me dói é que, quando eu pedi socorro, simplesmente eles foram embora. Isso pra mim é omissão de socorro”, revelou Edilene dos Santos, madrasta do adolescente, ao G1.

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Lucas Matheus foi levado ao Hospital de Emergências de Macapá e foi transferido para o Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima. Lá, passou por cirurgia. Ainda assim, de acordo com a equipe média responsável, o menino pode ter a visão comprometida.

A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Edilene tentou denunciar o ocorrido à Corregedoria da PM, mas não conseguiu por falta de energia elétrica. Já a Polícia Civil ainda não respondeu aos questionamentos do G1.