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Menina de 9 anos cola cartazes em postes do Rio com mensagens para estimular boas ações

Yasmin Setubal*
·3 minuto de leitura

RIO — Maria Luiza Grossi tem apenas 9 anos, mas sabe bem do que as pessoas precisam. Com criatividade e alguns lápis de cor, fez pequenos cartazes com recadinhos que foram colados em postes de Copacabana. “Tenha compaixão e empatia”, recomenda a menina. “Ajude os outros”, diz outra mensagem escrita à mão. Ajuda bem-vinda em tempos de pandemia.

Até agora, três postes ganharam o toque Maria Luiza. Como o bairro atrai muitos turistas, a menina quer que seus recados cheguem a todos: escreveu as mensagens em português, inglês, espanhol e francês. Ela ainda teve o cuidado de usar um plástico para proteger o papel da chuva. As ruas Barata Ribeiro, Figueiredo Magalhães e Santa Clara foram as escolhidas por Malu e pela mãe, a administradora Flávia Leite, de 43 anos, para receber a exposição.

— Quando eu colei o cartaz, ela falou que, se uma pessoa parasse para ler, já estava bom. Agora, olha quantas pessoas vão ter acesso a essa mensagem. O universo conspira — disse Flávia referindo-se à reportagem do GLOBO.

A ideia de produzir esse material veio da observação da menina de que valores como a gentileza estão em falta:

— Eu tirei a ideia da minha cabeça. Todo mundo estava brigando, estava tudo muito bagunçado, ninguém ajudava ninguém.

Só que ao voltar aos pontos onde colou as mensagens, os folhetos tinham sido arrancados. Nada que abale o propósito de Malu de tornar as pessoas mais empáticas. O próximo passo dela será colar mais cinco cartazes nos mesmos locais e criar uma campanha na escola.

— Isso não vai me parar, porque eu vou fazer mais. Eu pensei em fazer uma campanha. Eu vou mostrar o vídeo para a minha professora e ver como vai ser — diz a pequena, que sonha em ser médica.

Foi justamente a empatia que moveu a equipe do Hospital Placi, em Niterói. A unidade de saúde particular está estimulando que pacientes, que estão em isolamento, recebam o abraço de quem amam, conforme antecipou a coluna de Ancelmo Gois, no GLOBO. O projeto A Hora do Abraço foi inspirado em iniciativas de outros países.

Melhor humor

Os resultados dos abraços, ainda que protegidos por uma barreira de plástico e máscaras, já são sentidos pela equipe médica. Segundo a psicóloga Joane Jardim, uma das idealizadoras do projeto, os pacientes apresentam uma melhora de humor e de confiança.

— Se formos pensar de maneira científica, há muitos estudos que falam da liberação de vários hormônios quando você dá um abraço em alguém. Desde a endorfina, que causa uma sensação de melhora do humor, à ocitocina, associada ao bem-estar — explicou.

Joane diz que o contato, que segue todos os cuidados, ajuda o paciente a se sentir mais leve e seguro:

— O paciente dentro do hospital está numa situação grande de vulnerabilidade e, assim, ele pode ter uma sensação de segurança, de acolhimento, de equilíbrio emocional e de diminuição da ansiedade.

A iniciativa tem proporcionado “encontros” emocionantes, como o do paciente João Miguel da Costa, engenheiro de produção, e sua filha, a dentista Lívia de Siqueira Costa, após longos três meses de internação.

— Com a pandemia, ficamos muito tempo sem nos abraçar e sentimos falta desse gesto de carinho e afeto. Foi um momento muito significativo e emocionante, principalmente quando levo em conta a repentina internação do meu pai. Um abraço tem o poder de aquecer, acalmar e reaproximar ainda mais os familiares — disse Lívia.

* Estagiária sob a supervisão de Luciano Garrido