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Menina de 9 anos é resgatada após ser vendida para se casar com homem de 55 no Afeganistão

·3 min de leitura

A história de Parwana Malik teve repercussão internacional após a menina de apenas nove anos ter sido vendida para se casar com um homem de 55 anos no Afeganistão. Sem renda para sustentar a família, o pai dela, Abdul Malik, viu o matrimônio forçado como solução. O caso foi noticiado pela emissora CNN em novembro e gerou uma mobilização que terminou no resgate da criança, após o empenho da ONG dos Estados Unidos Too Young to Wed (TYTW), que trabalha para salvar meninas do casamento infantil.

— Estou muito feliz. Me livraram do meu marido. Meu marido era um homem velho. Eles me trataram mal. Me xingaram, me acordaram cedo e me obrigaram a trabalhar — disse Parwana à CNN.

Parwana, os cinco irmãos e a mãe, Reza Gul, passaram dois dias hopedados em um hotel e depois foram transferidos para uma casa em um local considerado seguro. Até então, eles viviam em uma tenda em Qala-e-Naw, na província de Badghis. A família deve permanecer na residência até o fim do inverno.

Segundo a mãe da menina, a venda foi feita contra a vontade dela. Reza Gul relatou que o caso chocou até mesmo a comunidade que conhecia o comprador, identificado como Qorban, o que levou o homem a se esconder.

— Claro, eu fiquei com raiva. Lutei com meu marido e chorei. Ele disse que não tinha opção. Milha filha conta que que bateram nela. Ela não queria ficar lá. Agora me sinto feliz e segura aqui. Meus filhos estão comendo bem desde que chegamos, eles estão brincando e estamos nos sentindo felizes — conta.

O pai da vítima também foi pressionado e chegou a mudar sua versão sobre o casamento em entrevistas posteriores para veículos de comunicação locais. Mesmo após a devolução da menina para a família, ele ainda deve o equivalente a US$ 2.200 ao comprador. Abdul aprovou a realocação da família e a TYTW vai ajudá-lo a quitar o débito.

Stephanie Sinclair, fundadora da TYTW, celebra o resgate, mas ressalta que resolução do problema não é definitiva.

— É uma solução temporária, mas o que realmente estamos tentando fazer é impedir que as meninas sejam vendidas para o casamento. É um imperativo moral que a comunidade internacional não abandone as mulheres e meninas do Afeganistão. Todas as vidas são importantes, e as vidas que podemos salvar irão melhorar a experiência de toda a família delas e de suas comunidades — afirmou.

O governo do Talibã divulgou nesta sexta-feira, um decreto, em nome de seu líder, mulá Hibatullah Akhundzada, sobre os direitos das mulheres no Afeganistão, afirmando que elas não devem ser consideradas "propriedade" e precisam consentir com o casamento. O texto, no entanto, não mencionou o acesso feminino à educação ou ao trabalho fora de casa.

Desde que o Talibã assumiu o poder em 15 de agosto, o grupo extremista tem estado sob pressão de vários países — muitos dos quais, como os EUA, congelaram fundos para o Afeganistão — para comprometer-se a respeitar os direitos das mulheres.

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