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Membros do Fed ficam mais perto de abrir debate sobre redução de estímulos

·4 minuto de leitura

Por Ann Saphir e Howard Schneider

WASHINGTON(Reuters) - Os formuladores de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) começaram a reconhecer que estão mais próximos de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de apoio à economia dos EUA, embora digam que o suporte ainda é necessário para impulsionar a recuperação e o emprego.

"Estamos falando sobre redução gradual", disse a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, à CNBC nesta terça-feira, referindo-se à potencial diminuição dos 120 bilhões de dólares em compras mensais de ativos pelo Fed. Essas aquisições de títulos, juntamente a taxas de juros próximas a zero, visam aliviar os custos dos empréstimos e estimular contratações e investimentos.

"Quero ter certeza de que todos saibam que não se trata de fazer nada agora", acrescentou Daly, observando que, embora esteja "otimista" com a queda do desemprego, a economia ainda tem 8 milhões de postos de trabalho a menos do que antes da pandemia, que ainda não acabou. "Neste momento, a política monetária está em uma posição muito boa... precisamos ser pacientes."

Mais cedo nesta terça, o vice-chair do Fed, Richard Clarida, também abriu a porta para falar mais sobre o Fed fazer menos --em algum momento. "Pode muito bem ser... que chegue um momento nas próximas reuniões em que estaremos no ponto em que podemos começar a discutir a redução do ritmo de compras de ativos", disse Clarida ao Yahoo Finance. "Esse não foi o foco da reunião de abril. Vai depender do fluxo de dados."

Conversar sobre redução de estímulos --para ser mais claro, conversar sobre conversar sobre o tema-- é uma mudança em relação a apenas um mês atrás, quando o chair Jerome Powell disse que "ainda não" era hora de começar a ter conversas sobre essa conversa.

E é uma evolução notável: Powell prometeu avisar aos mercados antes de mudar a política monetária para evitar uma repetição o "taper tantrum" nos rendimentos dos títulos depois que o ex-chair do Fed, Ben Bernanke, surpreendeu os mercados ao sinalizar uma redução nas compras de títulos pelo Fed em 2013.

No mercado financeiro, "tantrum" é um termo usado em referência a uma violenta reação de investidores a mudanças em condições de liquidez e de estímulos. O episódio mais famoso, que ficou conhecido como "taper tantrum", é de maio de 2013, quando os rendimentos dos Treasuries dispararam após o Fed sinalizar redução de estímulos.

Desde a reunião do Fed do último mês de abril, dois presidentes de bancos regionais do Federal Reserve insistiram publicamente para que a discussão começasse logo, e outros destacaram riscos caso uma rodada atual de aumentos de preços se torne um ciclo de inflação mais arraigada.

O Fed prometeu que não aumentará as taxas de juros até que a economia volte ao pleno emprego e que a inflação chegue a 2% e suba acima desse nível.

Essa postura preocupa alguns analistas que acreditam que o Fed está leniente demais em relação à inflação e esteja preparando o cenário para uma rodada dolorosa de aumentos abruptos nas taxas de juros para combater a inflação, o que também pode levar a economia de volta à recessão.

A maioria dos formuladores de política monetária do Fed tem mantido a avaliação de que o recente aumento da inflação será transitório, dadas suas origens em gargalos de oferta e do mercado de trabalho, que serão resolvidos com o tempo.

Mas nem todos estão completamente convencidos disso. Na noite de segunda-feira, a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, observou a "tremenda" quantidade de estímulo fiscal injetada na economia e disse que "não está inclinada a ignorar os sinais de preços de hoje ou a depender excessivamente de dinâmicas e relações históricas para julgar perspectivas para a inflação".

Clarida disse nesta terça-feira acreditar que o Fed será capaz de conter qualquer surto de inflação com retórica dura e aumentos mais modestos nas taxas de juros que permitiriam a continuidade do crescimento econômico.

O Fed receberá novos dados de inflação na sexta-feira, com analistas prevendo que o núcleo do índice de inflação PCE tenha subido a uma taxa anual de 2,9% em abril. Essa seria a leitura mais alta desde junho de 1993 e acima da meta de inflação de 2% do Fed.

O Fed voltará a se reunir para definir os rumos da política monetária em 15 e 16 de junho.

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