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Membros do PCC criam torcida organizada do Palmeiras e atacam grupo “rival”

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Membros da torcida estariam ligados ao PCC (Foto: Reprodução)
Membros da torcida estariam ligados ao PCC (Foto: Reprodução)

A Polícia investiga uma torcida organizada do Palmeiras, chamada “Guerreiros Alviverdes”. O grupo é formado foi ex-integrantes da Mancha Alviverdes, expulsos depois do assassinato de um dos fundadores da organizada, Moacir Bianchi. As informações foram divulgadas pela TV Bandeirantes.

Buancho teria sido morto após se opor a entrar de um integrante do PCC na diretoria da torcida organizada. Depois do assassinato, todos os integrantes da Mancha ligados à facção criminosa foram expulsos e criaram a nova torcia.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal da Band, houve uma tentativa de ataque a bomba na sede da Mancha Alviverde. A suspeita é de que o atentado tenha sido planejado pelo grupo Guerreiros Alviverdes. A bomba, no entanto, não explodiu e polícia foi chamada para desarma-la.

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Houve ainda outros casos de violência, como ataques a um carro de um dirigente da Mancha. Em outra ocasião, um homem foi baleado em uma emboscada, feita por torcedores expulsos da Mancha. Os três casos fazem parte da investigação contra a nova organizada do Palmeiras.

A investigação começou no fim de 2020, quando um membro da torcida, também ligado ao PCC, foi preso em Minas Gerais. Ele é suspeito de incendiar três caminhões-cegonha. Os veículos seriam usados para transportar drogas e armas.

César Saad, delegado responsável pelo caso, disse à Bandeirantes que autoridades temem os confrontos quando torcedores puderem voltar aos estádios. “Em três anos, vem tendo alguns episódios de bastante violência entre essa torcida Mancha Verde (sic) e esses integrantes que foram expulsos. Existe esse tipo de emboscada na rua, dentro do estádio eles não vão poder ocupar o mesmo espaço”, relatou.

A suspeita da Polícia é que o PCC tem usado as torcidas organizadas também como maneira de lavar dinheiro.