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Melhora do clima no exterior puxa alta do Ibovespa

Marcelle Gutierrez

Onda de aversão ao risco provocada pelo coronavírus começa a se dissipar e o investidor volta às compras A onda de aversão ao risco provocada pelo coronavírus começa a se dissipar e o investidor volta às compras. Pelo segundo pregão consecutivo, o Ibovespa fechou no azul, sustentado pela melhora do clima no exterior, alta das commodities e balanços de companhias brasileiras.

Na máxima do dia, o Ibovespa voltou ao patamar dos 117 mil pontos, alcançando 117.581 pontos. No fechamento, contudo, desacelerou para 116.674 pontos, após ajustes, uma alta de 1,13%. Na mínima, atingiu 115.371 pontos.

O volume financeiro totalizou R$ 23,9 bilhões, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre o índice.

“O Ibovespa veio em alta, com destaque para Petrobras e Vale. Na nossa percepção, os sintomas dos riscos do coronavírus têm se dissipado e emergentes demoraram um pouco para reagir”, diz Raphael Guimarães, operador de renda variável da RJ Investimentos.

De fato, o desempenho do Ibovespa foi semelhante a um dos principais fundos de índice (ETF) de emergentes, o EEM, negociado em Nova York, que subiu 1,36%.

De volta ao Brasil, as ações da Vale e Petrobras, que estão entre as chamadas blue chips, tiveram uma valorização superior ao índice. Vale ON subiu 1,96%, Petrobras PN teve um avanço de 2,20% e a ON (1,69%).

O movimento esteve atrelado à alta das commodities, que se recuperam com a redução do ritmo de disseminação do coronavírus na China.

No caso de Petrobras, Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, lembra que os papéis também “destravaram” após a oferta de ações do BNDES. “Petrobras teve uma queda passageira e agora dá uma recuperada, junto com a melhora global e do petróleo. A venda da participação do BNDES foi bem-sucedida e limpa o cenário”, diz.

O contrato Brent para abril negociado em Londres fechou em alta de 3,29%, a US$ 55,79 por barril. Na Nymex, o WTI para março avançou 2,46%, a US$ 51,17.

No caso do minério de ferro, a alta hoje foi de 0,86%, a US$ 87,68. Ontem, a commodity já havia valorizado 4,9%.

Outros destaques hoje do pregão foram TIM e Cogna, que subiram 4,05% e 4,04%, respectivamente.

Os papéis da TIM subiram com a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2019, com lucro líquido de R$ 918 milhões.

Já Cogna avançou após oferta subsequente de ações (follow-on), que movimentou R$ 2,56 bilhões. A Guide Investimentos, em comentário ao mercado, disse que a forte demanda na oferta demonstra que o mercado está confiante quanto à movimentação da Cogna, com desalavancagem e retorno às fusões e aquisições.

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