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Crise entre Harry, Meghan e a monarquia britânica se agrava

·3 minuto de leitura
O príncipe Harry e a esposa Meghan em 2020

A crise entre os "Sussex" e o resto da família real se agrava, com acusações de "inverdades" contra a monarquia britância e a investigação do suposto assédio moral exercido por Meghan Markle, antes da transmissão de uma polêmica entrevista do casal com a apresentadora americana Oprah Winfrey.

Uma crise nunca vista desde a época de Lady Di, mãe de Harry, que também realizou uma entrevista impactante em 1995.

O duque e a duquesa de Sussex não reveleram seu desconforto com a instituição quanddo decidiram renunciar às suas responsabilidades dentro da monarquia, mas o anúncio da divulgação de sua primeira grande entrevista desde que se mudaram para a Califórnia fez a imprensa britância tremer.

Um trecho do programa, que será exibido no domingo nos Estados Unidos, foi revelado na quarta-feira pela rede americana CBS.

Questionada sobre como suas declarações podem impactar o palácio real, Markle responde: "Não sei como eles poderiam esperar que, depois de tanto tempo, ainda ficaríamos em silêncio enquanto The Firm (como se refere à coroa) desempenha um papel ativo para perpetuar inverdades sobre nós".

O Palácio de Buckingham se recusou a fazer comentários a respeito do assunto.

A divulgação do trecho aconteceu depois que o Palácio anunciou, na quarta-feira, que examinaria as acusações de assédio moral contra Meghan Markle, duquesa de Sussex, reveladas pelo jornal The Times.

A poucos dias da exibição pela CBS da entrevista, potencialmente problemática para a coroa britânica, prevista para domingo (7) nos Estados Unidos e segunda-feira (8) na Grã-Bretanha, o jornal The Times noticiou que em outubro de 2018 Jason Knauf, então secretário de comunicações do casal, apresentou uma queixa de assédio no local de trabalho contra Meghan.

"Estamos claramente muito preocupados com as acusações [publicadas no jornal] The Times, após a denúncia de um ex-funcionário do duque e da duquesa de Sussex", expressou o palácio em um comunicado nada comum para a monarquia britânica, que não costuma expor suas diferenças em público.

O Palácio de Buckingham enfatizou que "não tolera e não tolerará o assédio no local de trabalho".

- "Triste" -

Um porta-voz de Meghan disse que a duquesa está "triste por este último ataque a sua pessoa, especialmente por ter sido, ela mesma, alvo de assédio".

Os advogados do casal disseram ao The Times que o jornal estava "sendo usado pelo Palácio de Buckingham para vender uma história completamente falsa" antes da exibição da aguardada entrevista com Oprah Winfrey

A entrevista lembra a oferecida pela princesa Diana em 1995, na qual ela afirmou que no seu casamento havia "três pessoas", referindo-se à aventura mantida pelo seu esposo, o príncipe Charles.

Uma entrevista que continua gerando notícias mais de 25 anos depois. Nesta quinta-feira, Scotland Yard considerou que "não era oportuno abrir uma investigação judicial" contra o jornalista da BBC Martin Bashir, que obteve essa entrevista falsificando alguns documentos, de acordo com o irmão de Lady Di.

Em um trecho anterior da entrevista divulgado no domingo, o príncipe Harry, que culpa parcialmente a imprensa pela morte de sua mãe, a princesa Diana em 1997, disse temer que a história se repetisse.

Neto da rainha e sexto na ordem de sucessão à coroa britânica, o príncipe se mudou para Los Angeles em 2018 com sua esposa, com quem se casou no mesmo ano em Windsor.

Mencionando especialmente a pressão da mídia para justificar sua saída, o casal - que espera um segundo filho - "passou este último ano buscando publicidade de uma forma ou outra. Do meu ponto de vista, isso torna tudo bastante hipócrita", considerou Penny Junor, especialista na família real.

Além disso, a crise ocorre em um momento difícil para a rainha Elizabeth II, cujo esposo, o príncipe Philip de 99 anos, está hospitalizado há duas semanas por uma infecção.

Nesta quinta-feira, o Palácio indicou que o príncipe Philip foi submetido "com sucesso" a uma cirurgia "para tratar uma doença cardíaca pré-existente", mas que permanecerá hospitalizado por "vários dias".

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