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Megaondulações possuem padrão matemático capaz de "prever" o comportamento delas

·2 min de leitura

Megaondulações parecem apresentar um padrão matemático capaz de fornecer pistas sobre as condições atmosféricas de um planeta. Um estudo internacional, liderado pela Leipzig University, entende que a descoberta pode aprimorar a capacidade de avaliar eventos climáticos remotos a partir desses sedimentos.

Para que as dunas se formem, basta existir areia na superfície de um planeta e, claro, uma atmosfera para produzir o vento que molda esta paisagem. Ondas de areia que variam de 30 cm a vários metros de altura são conhecidas como megaondulações, estruturas observadas tanto na Terra quanto em Marte.

As megaondulações também estão presentes em outros planetas, como Marte (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU)
As megaondulações também estão presentes em outros planetas, como Marte (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU)

Há muito tempo se sabe que os tamanhos dos grãos envolvidos nessas ondulações influenciam seus formatos, que nunca são os mesmos — muito menos os ventos que as empurram. Agora, o novo estudo descobriu um padrão matemático das megaondulações.

Ao dividir o tamanho dos grãos mais grossos pelo diâmetro dos mias finos, o resultado sempre é um número semelhante. Os pesquisadores acreditam que este número possa ser usado para categorizar diferentes formações arenosas e os processos específicos de transporte dos grãos — o vento.

Relação dos ventos com os grãos de areia

Os variados tamanhos dos grãos de areia são carregados pelos ventos em velocidades diferentes. O resultado disso são as megaondulações, onde os maiores grãos se acumulam nos topos das dunas, enquanto os menores são depositados nas depressões entre eles.

Cada grão de areia é deslocado pelo vento de acordo com seu tamanho (Imagem: Reprodução/Katharina Tholen et al.)
Cada grão de areia é deslocado pelo vento de acordo com seu tamanho (Imagem: Reprodução/Katharina Tholen et al.)

Para o estudo, a equipe analisou megaondulações de Israel, China, Namíbia, Índia, Israel, Jordânia, Antártida e Novo México. Além disso, eles acrescentaram dados a partir de observações feitas nas dunas em Marte e realizadas em um tubo de vento, em laboratório.

Os resultados demonstraram que as megaondulações são mais vulneráveis às mudanças dos ventos do que pequenas dunas. Por exemplo, se os ventos ficarem mais fortes, é o mecanismo responsável por essas estruturas quem passa a predominar na paisagem.

Para os pesquisadores, esses cálculos podem ser aplicados tanto para prever a formação dessas estruturas de areia quanto para avaliar condições atmosféricas de um tempo remoto com base nos sedimentos das megaondulações. Em outras palavras: é como ler a atmosfera de um planeta através dessa formação arenosa.

A distribuição dos grãos de areia finos e grossos nas megaondulações são determinados pela ação dos ventos (Imagem: Reprodução/Hezi Yizhaq/Klaus Kroy)
A distribuição dos grãos de areia finos e grossos nas megaondulações são determinados pela ação dos ventos (Imagem: Reprodução/Hezi Yizhaq/Klaus Kroy)

A física teórica Katharina Tholen, principal autora do estudo, disse que, se fosse possível usar as condições atmosféricas predominantes para explicar a formação e migração das ondas de areia na Terra e em outros planetas, isso seria um passo importante para entender o clima presente e passado.

O estudo foi apresentado na revista Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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