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MedTech | As 5 inovações científicas mais interessantes do mês [06/2021]

·3 minuto de leitura

As relações entre a ciência e a tecnologia estão cada vez mais estreitas. A cada dia, surgem mais e mais inovações, voltadas a solucionar determinadas questões e trazer novas possibilidades para as nossas vidas. E é justamente com essa relação em mente que o Canaltech traz para você as cinco inovações cientificas mais interessantes de junho de 2021.

Protetor auricular que detecta álcool no sangue

(Imagem: allinonemovie/Pixabay)
(Imagem: allinonemovie/Pixabay)

No último dia 14, veio à tona uma nova invenção japonesa. Trata-se de um protetor auricular sensível às concentrações etílicas no organismo. O item desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio e da Universidade Kansai avalia a concentração de álcool no sangue da pessoa a partir de sensores bioquímicos na região do ouvido. Na prática, funciona assim: toda vez que os sensores detectam a presença de álcool, uma luz se acende. Quanto mais intensa for essa luz, maior é a concentração.

A inovação se concentra nos compostos orgânicos voláteis (VOCs), emitidos como vapores pelo corpo. Acontece que algumas dessas substâncias estão relacionadas ao metabolismo. Então conforme os níveis de álcool aumentam na corrente sanguínea, o vapor do etanol também é liberado através da pele. Logo, o sensor determina a concentração de álcool medindo as quantidades de vapor de etanol liberado na região das orelhas.

Cápsulas de cannabis para tratar doenças neurológicas

(Imagem: Anna Shvets/Pexels)
(Imagem: Anna Shvets/Pexels)

Já no dia 22, pesquisadores da Curtin University, na Austrália, desenvolveram uma cápsula de cannabis que pode ser usada para tratar distúrbios neurológicos, como Alzheimer, esclerose múltipla e lesões cerebrais. O grupo percebeu que essas cápsulas foram absorvidas pelo corpo mais rápido que o remédio em sua forma líquida.

Por enquanto, foram feitos testes apenas com animais. A ideia é realizar mais pesquisas no futuro, para entender se essas cápsulas têm sucesso em humanos.

Canudo que pode resolver o soluço

(Imagem: Meghan Rodgers/Unsplash)
(Imagem: Meghan Rodgers/Unsplash)

No dia 24, conhecemos o caso de um canudo (HiccAway) que promete curar o soluço. O canudo funciona assim: você coloca em um copo d'água e suga a água duas ou três vezes, engolindo imediatamente após cada gole. É preciso sugar forte, porque tem uma válvula na ponta do canudinho.

Segundo o pesquisador responsável, o canudo "abaixa o diafragma ao abrir primeiro e depois fechar a epiglote, o que estimula, ao mesmo tempo, o nervo frênico e o nervo vago, permitindo que o cérebro se 'reinicie' e pare os soluços".

Marca-passo sem fio que se dissolve no corpo

(Imagem: Garakta-Studio/Envato)
(Imagem: Garakta-Studio/Envato)

O marca-passo é um dispositivo criado para regular os batimentos cardíacos, e no dia 28, cientistas da Universidade Northwestern (EUA) desenvolveram um novo tipo de marca-passo, que não tem fios e pode se dissolver no organismo quando não houver mais necessidade de ser usado.

Esse novo marca-passo é fino, flexível, pesa menos de meio grama, não tem fio e pode ser controlado de fora do corpo. É desenvolvido a partir de materiais como silício, magnésio, tungstênio e polímero PLGA, sendo todos eles compatíveis com o corpo humano e sofrem reações químicas para que sejam dissolvidos e absorvidos.

Laboratório portátil que acusa infecções em minutos

(Imagem: claudioventrella/Envato)
(Imagem: claudioventrella/Envato)

Para encerrar nossa lista, no último dia 29, pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, desenvolveram uma espécie de "laboratório portátil", capaz de fazer o diagnóstico de casos de infecção bacteriana. A tecnologia está em processo de validação, mas os pesquisadores já apontaram a eficácia do teste no diagnóstico de infecções bacterianas do trato urinário a partir de amostras clínicas. No experimento, foi possível identificar amostras com a bactéria Escherichia coli, que coloniza nosso aparelho digestório pelo consumo de alimentos contaminados.

A tecnologia consiste em um microchip que analisa os fluidos corporais e um smartphone para a exibição dos resultados. No mecanismo, o chip pode detectar proteínas específicas para uma doença na amostra. O grupo vem adaptando o teste para detectar outras formas de bactérias e para o diagnóstico rápido de alguns vírus, como o próprio SARS-CoV-2.

Fonte: Canaltech

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