Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.256,36
    -3.411,42 (-2,95%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.310,27
    -841,11 (-1,86%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,58
    +0,36 (+0,57%)
     
  • OURO

    1.769,00
    -28,90 (-1,61%)
     
  • BTC-USD

    48.395,89
    -645,20 (-1,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    966,98
    -27,68 (-2,78%)
     
  • S&P500

    3.829,34
    -96,09 (-2,45%)
     
  • DOW JONES

    31.402,01
    -559,85 (-1,75%)
     
  • FTSE

    6.651,96
    -7,01 (-0,11%)
     
  • HANG SENG

    30.074,17
    +355,93 (+1,20%)
     
  • NIKKEI

    30.168,27
    +496,57 (+1,67%)
     
  • NASDAQ

    12.818,00
    -484,00 (-3,64%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7355
    +0,1650 (+2,51%)
     

Medo de ingerência em estatais volta à cena e pressiona Ibovespa

Aluisio Alves
·4 minuto de leitura
Bolsa de valores de São Paulo

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Ameaças explícitas do presidente Jair Bolsonaro de troca no comando da Petrobras reavivaram o receio de ingerência do governo federal, colocando ações de estatais na mira de ordens de venda na Bovespa nesta sexta-feira.

Após ter chegado a flertar com as mínimas do mês, o Ibovespa recuperou-se parcialmente à tarde, antes de fechar em baixa de 0,64%, aos 118.430,53 pontos, com influência positiva de Wall Street e com a queda do dólar beneficiando algumas ações.

Na semana encurtada pelo feriado prolongado de Carnaval, o índice teve perda acumulada de 0,83%.

A volatilidade criada com as declarações de Bolsonaro --as quais ele mesmo tentou relativizar, negando planos para interferir na política de preços da companhia-- fez o volume financeiro da sessão somar 35,2 bilhões de reais.

Manifestações dúbias do presidente, que tenta também evitar ameaça de greve de irados caminhoneiros e a insatisfação popular com a escalada dos preços dos combustíveis, foram insuficientes para evitar uma derrocada das ações da petroleira, assim como de outras estatais federais, como Banco do Brasil e Eletrobras, e empresas de outros setores mais sujeitos a regulação do governo.

Para Leonardo Milane economista da VLG Investimentos, o episódio amplia o leque de preocupações do mercado em relação ao Brasil, num ambiente já tomado por um ambiente fiscal frágil e de dúvidas crescentes sobre o andamento de agendas reformistas no Congresso Nacional.

"A agenda política está se sobrepondo à econômica", disse ele, citando também itens como a possível aprovação de extensão do auxílio emergencial, que muitos temem que resultará na ruptura do teto para gastos públicos.

Um alívio parcial sobre o índice veio de ações que também têm forte peso na composição da carteira, caso de empresas ligadas a commodities metálicas.

Além disso, uma tentativa de recuperação em Wall Street e a queda do dólar contra o real estimularam compras pontuais na bolsa paulista, como de ações de companhias aéreas.

Embora encurtada pelo feriado prolongado de Carnaval, a semana foi marcada por uma nova onda de empresas se preparando para listagem na Bovespa, com cinco pedidos de ofertas iniciais de ações, incluindo dos grupos de saúde, Mater Dei e Caledonia, da produtora de etanol de milho FS, da varejista online Privalia e da fabricante de lâmpada de LED Unicoba.

Além disso, estrearam no mercado Eletromidia, CSN Mineração e Orizon.

A próxima semana começa com o vencimento de opções sobre ações, na segunda. Além disso, GPA, CSN, Gerdau, Ambev, BRF e Gol, entre outras, dão sequência à temporada de divulgação de balanços do quarto trimestre.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN desabou 6,63%, enquanto PETROBRAS ON perdeu 7,92%, com os receios de interferência na política de preços da estatal. Nesta sexta, Bolsonaro reafirmou que "que teremos mudança sim na Petrobras", sem dar detalhes, ampliando temor de troca na presidência da empresa.

- BANCO DO BRASIL, cujo presidente executivo semanas atrás também foi alvo de ameaça de demissão por Bolsonaro, caiu 1,89%. ELETROBRAS retrocedeu 1,32%.

- IBR BRASIL RE recuou 3,91%, após a atribulada resseguradora ter anunciado prejuízo de 620,2 milhões de reais entre outubro a dezembro, afetada por reversão de crédito tributário no exterior, entre outros fatores. Em 2020, o prejuízo foi de 1,5 bilhão de reais.

- B2W teve ganho de 6,81%, enquanto sua controladora LOJAS AMERICANAS subiu 1,39%. Após o fechamento do pregão, ambas anunciaram planos para potencial combinação de negócios.

- SANTANDER BRASIL subiu 0,62%, mas BRADESCO teve baixa de 0,84%, enquanto ITAÚ UNIBANCO encolheu 1,04%.

- GPA, que divulga balanço do quarto trimestre na próxima terça-feira, subiu 3,26%. Sua unidade de atacarejo Assaí, que está sendo cindida, apresenta seus números um dia antes, na segunda, após o fechamento do pregão.

- CSN avançou 3,22%, após a S&P elevar o rating da companhia de "B" para "B+", com perspectiva positiva. A siderúrgica levantou recursos com a venda de uma fatia na CSN Mineração, que fez sua estreia na bolsa na quinta-feira. USIMINAS, cujo rating a S&P elevou de "B+" para "BB-", cresceu 0,94%.

- LOCAWEB, fora do índice, disparou 14,6%, após ter anunciado na véspera a compra de duas plataformas de e-commerce: Credisfera, de soluções de crédito para pequenas e médias empresas, e Dooca, que ajuda lojistas a montar loja virtual.