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Medo do desemprego no país cai em dezembro, mas satisfação com a vida também, diz CNI

Mariana Ribeiro
Depressed female professional in panic holding head in hands in front of laptop. Businesswoman frustrated by bad new at office desk.

O Índice de Medo do Desemprego caiu 2,1 pontos em dezembro de 2019 em relação a setembro e terminou o ano em 56,1 pontos, de acordo com pesquisa trimestral divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Mesmo com a melhora, o indicador continua superior à média histórica, de 50,1 pontos, e 1,1 ponto acima do registrado em dezembro de 2018, quando, na avaliação da CNI, os brasileiros “estavam otimistas com o resultado das eleições presidenciais”.

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“Com a frustração das expectativas em relação ao desempenho da economia, o medo do desemprego aumentou 4,3 pontos no primeiro semestre de 2019. Mas com a melhora das perspectivas, o indicador se recuperou no segundo semestre”, diz a entidade em nota.

O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto, maior é o medo do desemprego.

O medo do perder o emprego é maior entre as pessoas que têm menor renda. De acordo com a pesquisa, na faixa de renda familiar de até um salário mínimo, o indicador subiu 0,9 ponto em dezembro em relação a setembro e atingiu 69,7 pontos. O resultado fica muito acima do verificado entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, de 37,4 pontos.

Medo do desemprego é maior entre mulheres

Esse receio também é mais acentuado entre as mulheres. Na comparação trimestral, o medo do desemprego aumentou 0,6 ponto entre elas e chegou a 63,2 pontos. Entre os homens, o resultado caiu 5 pontos e ficou em 48,5 pontos. O índice também é maior entre os mais jovens e os que têm menor escolaridade.

Na análise das regiões, o medo do desemprego é maior entre os moradores do Nordeste, onde atingiu 62,1 pontos. O indicador é menor no Sul, de 43,4 pontos.

Satisfação com a vida

A pesquisa levanta também o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. O índice alcançou 68,3 pontos em dezembro, 0,7 ponto abaixo do verificado em setembro. O indicador é também 0,3 ponto menor em relação a dezembro do ano anterior.

“O índice permanece em patamar superior ao observado no auge da crise, mas se encontra abaixo da média histórica, que é de 69,6 pontos”, afirma a CNI.

A sondagem ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 29 de novembro e 2 de dezembro do ano passado.