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Medo de desemprego cai em comparação com fim de 2019, aponta CNI

Juliano Basile
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Embora tenha caído para a população como um todo, o medo do desemprego aumentou em certos perfis da população, como os com idade entre 25 e 54 anos A Confederação Nacional da Indústria (CNI) verificou que o medo do desemprego no Brasil caiu em comparação ao fim de 2019, mesmo com as demissões causadas pela pandemia de covid-19. Em setembro, o índice de medo do desemprego caiu 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019. Isso indica uma queda de 3,2 pontos em comparação com setembro de 2019. Segundo a CNI, apesar dos graves impactos da pandemia sobre a economia brasileira a partir do fim do primeiro trimestre de 2020, as medidas de proteção do emprego adotadas no período contribuíram para conter o desemprego e aumentar a segurança no emprego. Possivelmente, a transferência de renda às famílias também contribuiu para o resultado, diz a entidade. Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas dos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta. Pixabay Embora tenha caído para a população como um todo, o medo do desemprego aumentou em certos perfis da população, como os com idade entre 25 e 54 anos, sobretudo entre os mais jovens dessa faixa, com os de ensino superior e com aqueles de rendas familiares superior a cinco salários mínimos. O medo do desemprego segue maior entre a população feminina, os que residem no Nordeste e os que recebem até um salário mínimo. Assim como em dezembro de 2019, a diferença no medo do desemprego entre homens e mulheres aumentou. Ainda que para ambos o indicador tenha caído, o medo do desemprego entre os homens reduziu-se mais do que o das mulheres, o que explica o aumento do hiato entre os indicadores. De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, entre os motivos para a queda do índice, pesaram o auxílio emergencial e a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas dos últimos meses. Mas ele ressalta que, embora tenha caído para a população como um todo, “o medo do desemprego aumentou em certos perfis da população, como os mais jovens, com renda familiar superior a cinco salários mínimos e pessoas com ensino superior”. O Índice de Satisfação com a Vida, por sua vez, manteve-se praticamente constante: variou 0,2 ponto em setembro em relação a dezembro de 2019. Esse indicador está 1,1 ponto abaixo de sua média histórica. 14/10/2020 10:18:10