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Medicamento anticâncer bloqueia multiplicação do coronavírus, aponta estudo

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Na última segunda (25), uma equipe constituída por especialistas da Universidade da Califórnia em San Francisco, do Instituto Pasteur de Paris e da empresa PharmaMar trouxe à tona um estudo sobre a eficácia de um remédio contra a COVID-19. Trata-se da plitidepsina, uma droga sintética, produzida sob o nome comercial de Aplidina, para tratar o câncer do sangue (mieloma múltiplo). Por enquanto, o medicamento só foi aprovado na Austrália.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Science, esse medicamento é cerca de 100 vezes mais potente que o remdesivir, o primeiro antiviral aprovado para tratar a COVID-19. A equipe rastreou todas as proteínas do coronavírus que interagem com as proteínas humanas e analisou drogas já conhecidas que pudessem interferir nessas interações. Resumidamente, o grupo identificou 47 promissoras, com a plitidepsina demonstrando ser uma das mais viáveis.

Como funciona a Aplidina contra a COVID-19?

Segundo o estudo, Aplidina é cerca de 100 vezes mais potente que o remdesivir contra a COVID-19 (Imagem: Kjpargeter/Freepik)
Segundo o estudo, Aplidina é cerca de 100 vezes mais potente que o remdesivir contra a COVID-19 (Imagem: Kjpargeter/Freepik)

Conforme a equipe analisou, a molécula não ataca diretamente o vírus, mas uma proteína humana de que ele precisa para sequestrar o maquinário biológico das células e usá-la para fazer centenas de milhares de cópias de si mesmo. Além disso, a plitidepsina bloqueia uma proteína humana conhecida como eEF1A. Sem ela, a replicação do vírus é incapaz de funcionar.

A equipe também publicou outro estudo comparando tratamentos com plitidepsina e ralimetinibe (outra molécula usada contra o câncer) e perceberam eficácia semelhante contra a variante britânica do coronavírus. Frente a isso, a PharmaMar está finalizando o documento oficial para solicitar o início de um ensaio de fase III, no qual será estudada a eficácia do medicamento em pacientes hospitalizados por COVID-19. Resta esperar para obter resultados mais concretos.

Fonte: Canaltech

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