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MediaTek Pentonic 1000 estreia com recursos premium para TVs 4K de 120 Hz

Além de novidades para Chromebooks e notebooks, a MediaTek anunciou nesta quinta-feira (10) o Pentonic 1000, novo chipset avançado da gigante para TVs. A novidade é focada em televisores 4K com taxas de atualização de até 120 Hz, e promete oferecer uma experiência premium de uso com navegação suave, inúmeros recursos de Inteligência Artificial para aprimoramento da imagem e algumas tecnologias inéditas, como o suporte ao codec VVC (H.266).

Fabricado em 12 nm, o Pentonic 1000 conta com CPU de 4 núcleos de alta performance Cortex-A73 rodando a até 2,0 GHz, acompanhado de GPU Mali-G27 MC2 de 2 núcleos e suporte a RAM LPDDR4 e LPDDR4X operando a 4.266 MT/s. Desconsiderando a ficha técnica, a plataforma brilha nos recursos que oferece, estabelecidos em 5 principais pilares: a função Intelligent View, a qualidade de imagem, as tecnologias alimentadas por IA, o foco em oferecer uma boa experiência de uso e o suporte ao VVC.

Com o Intelligent View, o Pentonic 1000 promete suportar até 8 janelas PbP simultâneas, com pós-processamento completo em todas (Imagem: MediaTek)
Com o Intelligent View, o Pentonic 1000 promete suportar até 8 janelas PbP simultâneas, com pós-processamento completo em todas (Imagem: MediaTek)

Primeiro dos destaques, a funcionalidade do Intelligent View é uma espécie de Picture-by-Picture (PbP) aprimorado, que leva em consideração o crescimento do tamanho médio das TVs e do acesso a múltiplos conteúdos simultâneos. Suportando até 8 janelas de fontes diferentes, como espelhamento de tela e chamadas de vídeo, a novidade promete manter a qualidade e o pós-processamento de imagem em todas, incluindo o suporte a HDR, algo que outros componentes para TV não fazem.

Dentro do recurso, também está englobado o foco em oferecer uma experiência agradável de navegação — conforme explicou o vice-presidente e gerente de produtos da divisão de TV da MediaTek, Alfred Chan, mesmo as TVs modernas mais poderosas não contam com animações suaves ao, por exemplo, entrar no modo PbP, ativar legendas e mais. O Pentonic 1000 quer mudar isso ao proporcionar potência para que essas transições sejam feitas com qualidade, garantindo boa usabilidade aos consumidores.

O novo chipset premium da MediaTek para TVs também busca oferecer transições suaves entre a ativação de recursos, em vez de apenas exibir uma tela preta (Imagem: MediaTek)
O novo chipset premium da MediaTek para TVs também busca oferecer transições suaves entre a ativação de recursos, em vez de apenas exibir uma tela preta (Imagem: MediaTek)

Qualidade de imagem e tecnologias de IA são outros dois pilares que andam juntos: o chipset estreante chama atenção por ser compatível com todos os protocolos de HDR do mercado, incluindo HDR10+, Dolby Vision, HLG e a solução para o mercado chinês HDR Vivid, além de suportar até 10 mil zonas de iluminação em painéis LCD com sistemas avançados de backlight — em comparação, alguns dos displays Mini LED mais avançados disponíveis atualmente oferecem "apenas" 2.048 zonas.

A plataforma também embarca recurso de upscale com IA que avalia a cena para definir os melhores filtros a serem aplicados, e gera um mapa de profundidade do conteúdo para aplicar diferentes tipos de pós-processamento em cada área, aprimorando ainda o contraste para turbinar o efeito de profundidade. Fora isso, o som é outro aspecto a receber tratamento de Inteligência Artificial, avaliando o ambiente em que a TV está para melhorar o áudio, aprimorar a reprodução de vozes ou ainda criar um cenário surround sem a necessidade de uma soundbar.

O chip também é capaz de gerar mapas 3D da imagem para aprimorar a percepção de profundidade e aplicar algoritmos de pós-processamento específicos para cada área (Imagem: MediaTek)
O chip também é capaz de gerar mapas 3D da imagem para aprimorar a percepção de profundidade e aplicar algoritmos de pós-processamento específicos para cada área (Imagem: MediaTek)

Completa a lista de inovações do Pentonic 1000 a conectividade Wi-Fi 6, suporte a tecnologias focadas em gamers como taxa de atualização variável (VRR) a até 144 Hz e modo automático de baixa latência (ALLM), bem como o suporte ao novo codec VVC, ou H.266. Cotado como substituto dos codecs AVC (H.264) e HEVC (H.265), muito utilizados por smartphones e outras câmeras modernas, o VVC estreou no ano passado prometendo oferecer um equilíbrio entre qualidade de imagem e compressão 45% superior em comparação aos antecessores.

A MediaTek garante que a solução superaria até mesmo o AV1 — com desempenho cerca de 30% melhor —, codec desenvolvido por um grupo de grandes companhias lideradas pelo Google cotado como favorito para o futuro, pela qualidade de imagem que proporciona e a natureza aberta, sem necessidade de pagamento de royalties para licenciamento.

MediaTek e Globo fecham parceria para uso do VVC

Não foi apenas pela suposta vantagem de desempenho frente aos concorrentes que o VVC chamou atenção na convenção. A tecnologia foi ponto central de um grande anúncio para o Brasil: a MediaTek revelou ter estabelecido uma parceria com a Rede Globo para realizar em caráter de teste as transmissões da Copa do Mundo do Catar 2022 utilizando o codec. O trabalho também vai atuar como uma amostra do novo sistema de TV digital brasileiro, conhecido como TV 3.0.

Globo e MediaTek fecharam uma parceria para testar o uso do VVC nas transmissões da Copa do Mundo de 2022, ainda em novembro (Imagem: MediaTek)
Globo e MediaTek fecharam uma parceria para testar o uso do VVC nas transmissões da Copa do Mundo de 2022, ainda em novembro (Imagem: MediaTek)

Anunciada em fevereiro, a TV 3.0 é uma nova etapa da televisão aberta no mercado nacional, mais moderna ao trazer recursos como suporte a 4K e 8K, e HDR nos protocolos HDR10 e HLG para transmissões ao vivo. Também está sendo estudado a compatibilidade com HDR10+, cujo diferencial é a introdução de metadados para mudanças dinâmicas de cena a cena, Dolby Vision e SL-HDR2, além de áudio com codec MPEG-H.

Devendo ter o VVC como um dos pilares, a TV 3.0 do Brasil estreia em 2024, com total implementação prevista para 2027 (Imagem: MediaTek)
Devendo ter o VVC como um dos pilares, a TV 3.0 do Brasil estreia em 2024, com total implementação prevista para 2027 (Imagem: MediaTek)

O início da implementação da TV 3.0 brasileira está prevista para meados de 2024, com a conclusão da transição de todo o país planejado para acontecer até o início de 2027. Ao que parece, o VVC terá um papel importante no protocolo, havendo forte participação da MediaTek no processo.

Fonte: Canaltech

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