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Média de mortes por Covid-19 no AM é o dobro do pico da pandemia

Redação Notícias
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Raissa Floriano, cuyo padre está hospitalizado con COVID-19, llora durante una protesta en el exterior del hospital 28 de Agosto, en Manaos, Brasil, el 14 de enero de 2021. Decenas de pacientes con coronavirus fueron trasladados fuera de la mayor ciudad de la Amazonía brasileña ante el colapso del sistema de salud y la falta de botellas de oxígeno. (AP Fotos/Edmar Barros)
Raissa Floriano, cujo pai está hospitalizado com COVID-19, chora durante um protesto em frente ao hospital 28 de Agosto, em Manaus, Brasil, em 14 de janeiro de 2021. Dezenas de pacientes com coronavírus foram transferidos para fora da maior cidade da Amazônia brasileira devido ao colapso do sistema de saúde e à falta de garrafas de oxigênio. (Foto: AP Photos / Edmar Barros)

A média de mortes por Covid-19 no estado do Amazonas teve um crescimento enorme nos últimos dias e chegou a dobrar os registros de óbito pela doença na comparação com o primeiro pico do coronavírus, no primeiro semestre do ano passado.

Na terça-feira (26), o estado registrou o recorde na média móvel em toda a pandemia: 139 mortes. Os dados são do consórcio de veículos da imprensa e o número leva em conta a comparação dos últimos sete dias, em relação ao mesmo período da semana anterior.

Para se ter ideia do tamanho do crescimentos das mortes, Amazonas começou 2021 com uma média de 19 mortes por semana. Ou seja, se considerado os números desta terça-feira (26), o estado teve um salto de 630% desde o primeiro dia do ano.

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As atuais médias de mortes são o dobro daquelas registradas no primeiro pico da pandemia, em maio do ano passado. À época, a maior média foi de 66 óbitos por semana em 9 de maio.

Passado maio, a média começou a cair até estabilizar em aproximadamente10 mortes em média por semana. Houve pequenas flutuações nos meses seguintes para mais e para menos.

Em dezembro, porém, o estado entrou em tendência de aceleração das mortes novamente. Em janeiro, os números voltaram a explodir, ultrapassando a marca dos 100 desde 20 de janeiro.

No dia 24 de janeiro, foram 136 mortes; dia 23 do mesmo mês, foram 133; em 25 de janeiro, 132 registradas e em 26 de janeiro, 139, segundo dados do consórcio de veículos da imprensa.

‘Rápido e desconhecido’

Sob investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) por conta de sua atuação no combate à pandemia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participou nesta terça-feira (26) da reabertura do Hospital Nilton Lins para ampliar a capacidade de atendimento de pacientes com Covid-19 em Manaus.

Na ocasião, Pazuello afirmou que o governo vem tomando medidas para "salvar vidas" e destacou que o Amazonas tem recebido doses extras para campanha de vacinação contra a doença. O ministro afirmou ainda que o aumento de contágios pelo novo coronavírus no início de janeiro foi uma situação "completamente desconhecida".

“Nós tivemos um salto na contaminação logo no começo de janeiro, triplicando o número de contaminados. Isso foi uma situação completamente desconhecida para todo mundo, foi muito rápido”, afirmou.

Colapso avança pelo interior

Nas últimas semanas, pessoas morrerem por asfixia em cidades do interior do estado e até no vizinho Pará em meio a falta de oxigênio. Os municípios, sobretudo Manaus, vivem um colapso na área da saúde com falta de oxigênio e leitos hospitalares por excesso de pacientes internados com Covid-19.