Mercado abrirá em 3 h 52 min
  • BOVESPA

    108.843,74
    -2.595,62 (-2,33%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.557,65
    -750,06 (-1,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,33
    +1,04 (+1,48%)
     
  • OURO

    1.765,20
    +1,40 (+0,08%)
     
  • BTC-USD

    43.217,37
    -1.766,44 (-3,93%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.084,81
    -49,58 (-4,37%)
     
  • S&P500

    4.357,73
    -75,26 (-1,70%)
     
  • DOW JONES

    33.970,47
    -614,41 (-1,78%)
     
  • FTSE

    6.974,53
    +70,62 (+1,02%)
     
  • HANG SENG

    24.221,54
    +122,40 (+0,51%)
     
  • NIKKEI

    29.839,71
    -660,34 (-2,17%)
     
  • NASDAQ

    15.140,50
    +131,00 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2897
    +0,0450 (+0,72%)
     

Medalha de ouro nas Olimpíadas, ciclista equatoriano tirou 1ª bicicleta da sucata

·3 minuto de leitura
Richard Carapaz foi o medalhista de ouro no ciclismo de estrada. Foto: Tim de Waele/Getty Images
Richard Carapaz foi o medalhista de ouro no ciclismo de estrada. Foto: Tim de Waele/Getty Images

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Assim como o jogador de futebol que não podia comprar chuteiras quando era garoto ou a boxeadora que precisava de luvas emprestadas para competir, Richard Carapaz encontrou sua primeira bicicleta em meio a um monte de sucata que seu pai trouxe para casa. Modelo BMX, estava enferrujada e não tinha banco. 

Foi o contato inicial com o instrumento que o faria entrar para a história do esporte. 

Leia também:

Neste sábado (24), o ciclista equatoriano de 28 anos venceu a prova do ciclismo de estrada e conquistou a primeira medalha de ouro sul-americana nas Olimpíadas de Tóquio. Em uma modalidade historicamente dominada por europeus, ele deixou para trás o belga Wout van Aert e o esloveno Tadej Pogacar no percurso de 234 km da Fuji International Speedway. 

Orgulho para o Equador, que viu Carapaz, conhecido como "A Locomotiva", registrar apenas a segunda medalha dourada do país em Jogos. A primeira veio há 25 anos, quando Jefferson Pérez venceu a marcha de 20 km -Pérez também faturou uma prata em Pequim-2008, fechando a tímida lista de pódios olímpicos do esporte equatoriano. 

"Ao meu país: há de se creer. Trabalhei muito para chegar aqui, estou desfrutando, é algo muito grande para mim e simplesmente agradeço o apoio de quem verdadeiramente me deu a mão", afirmou o ciclista após a vitória histórica. 

Nascido na província de Charchi, localizada no norte do Equador e próxima da fronteira com a Colômbia, Richard Carapaz descobriu o ciclismo graças àquela bicicleta enferrujada que encontrou no meio da sucata trazida por seu pai, Antonio. 

Com ela, ia ao colégio, passeava e percorria as montanhas da região, que fica a 3.000 metros acima do mar. 

Aos 15 anos de idade, conheceu o ex-ciclista Juan Carlos Rosero, representante do Equador em Barcelona-1992. Rosero tinha uma escola de ciclismo e introduziu Carapaz no mundo competitivo. Cinco anos depois, ele já havia faturado o Campeonato Pan-Americano Sub-23 e começava a decolar rumo a uma carreira de sucesso na modalidade. 

Em 2014, entretanto, foi atropelado enquanto pedalava e a perspectiva de seguir no esporte não era das melhores. Passou seis meses afastado das provas e retornou somente em 2015, quando viajou à Colômbia para competir por uma equipe do país -que tem mais tradição no ciclismo que seu Equador natal. 

Richard Carapaz (esq) ultrapassou o norte-americano Brandon McNulty (dir) para conquistar o ouro no ciclismo de estrada. Foto:  TIM DE WAELE/POOL/AFP via Getty Images
Richard Carapaz (esq) ultrapassou o norte-americano Brandon McNulty (dir) para conquistar o ouro no ciclismo de estrada. Foto: TIM DE WAELE/POOL/AFP via Getty Images

O bom rendimento esportivo no cenário local fez com que o atleta projetasse a ida à Europa, onde estão os principais ciclistas e provas do mundo. 

Aos poucos, com apresentações de destaque em competições tradicionais da Espanha, Carapaz se firmou no ciclismo europeu como um bom gregário, o nome que se dá ao competidor cuja função é auxiliar a equipe em detrimento do desempenho individual. Um carregador de pianos em cima de uma bicicleta. 

O papel de mero ajudante, porém, passou a ficar pequeno para o atleta equatoriano, que ganhou protagonismo e surpreendeu em 2019 com o título no Giro d'Itália, uma das três grandes provas do circuito mundial. Pela primeira vez, colocou o Equador no pódio de uma dessas três competições. 

Os dois anos seguintes confirmaram sua transição de coadjuvante a protagonista. Na Volta da Espanha do ano passado, ficou com o vice-campeonato, seguido por uma terceira colocação no Tour de France deste ano. 

Se as provas de maior prestígio do esporte o transformaram em atleta de elite e deram a ele reconhecimento, o ouro nas Olimpíadas de Tóquio tratou de torná-lo eterno. E tudo começou com uma bicicleta enferrujada, na qual não conseguia nem sentar.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos