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Mecanismo anticrise do BCE pode ficar na gaveta, diz Stournaras

(Bloomberg) -- O membro do conselho do Banco Central Europeu, Yannis Stournaras, disse que o novo mecanismo para conter as turbulências no mercado de dívida à medida que os juros sobem pode não precisar ser usada se for poderoso o suficiente para persuadir os investidores a não testá-lo.

Em entrevista à Bloomberg Television em Aix-en-Provence, na França, Stournaras disse que há um “debate muito bom” em andamento sobre o instrumento, expressando confiança em uma “solução consensual e eficiente” que ele espera que surpreenda positivamente os mercados.

“Se convencermos os mercados de que essa será uma ferramenta forte, talvez não precisemos dela”, disse o presidente dovish do Banco da Grécia. “Nós vamos deixá-la na gaveta. Este é o bom cenário.”

Diante de inflação recorde, autoridades do BCE se preparam para uma série de aumentos de juros, mas também correm para garantir que não haja reação adversa nos mercados de títulos dos membros mais vulneráveis da zona do euro.

Desde um salto nos rendimentos dos títulos do governo italiano em junho, os dirigentes do BCE aceleraram o trabalho no chamado instrumento antifragmentação, que já foi batizado nos bastidores de Mecanismo de Proteção contra Transmissão.

Os comentários de Stournaras evocam a famosa promessa do ex-presidente Mario Draghi de fazer “o que for preciso” para manter a área do euro unida em meio a uma crise de dívida soberana. Suas palavras foram tão convincentes que o instrumento nunca foi usado.

Embora as autoridades ainda não tenham certeza de que o novo instrumento estará pronto para a decisão de 21 de julho, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, Stournaras estava otimista. Mas ele não quis entrar em detalhes sobre as condições que seriam exigidas dos membros da zona do euro para receberam a assistência.

Ele sublinhou que o instrumento é necessário na ausência de reformas mais amplas da União Europeia.

“Podemos ter episódios de fragmentação não por causa de políticas, mas apenas porque somos uma união econômica e monetária imperfeita”, disse Stournaras. “Precisamos consertar isso, mas até que isso acontece, o BCE precisa levar em consideração o mecanismo de transmissão.”

Falando separadamente no domingo, Stournaras disse que é hora de a Europa se tornar mais proativa na busca de uma união fiscal.

“Chegou a hora de revisar o quadro fiscal consagrado no pacto de estabilidade e crescimento”, disse. “Nosso objetivo deve ser garantir a sustentabilidade da dívida dos países membros, alcançar uma política fiscal anticíclica e criar uma capacidade fiscal central de todos os países membros do euro.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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