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MEC reunirá entidades para discutir portaria para retorno das aulas presenciais no ensino superior

O Globo
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Marcos Oliveira / Agência O Globo

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Milton Ribeiro, irá se reunir nesta sexta-feira com entidades do setor educacional para discutir sobre a portaria que determina o retorno das aulas presenciais para universidades federais, institutos federais e faculdades particulares a partir do dia 4 de janeiro de 2021. Após repercussão negativa, fontes do MEC chegaram a confirmar que a portaria seria revogada, o que não aconteceu até o momento.

Representantes do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular (Fórum) e do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Conif) confirmaram participação da reunião, que será realizada online. A portaria pegou de surpresa as instituições federais. Após o ministério ser criticado por não ter discutido a medida antes com as instituições de ensino, o MEC adota uma nova postura em busca de diálogo. O país vive um nova alta de casos de Covid-19 e a portaria não detalha o protocolo que deve ser tomado para a retomada das aulas presenciais, que estão suspensas desde março deste ano devido à pandemia do novo coronavírus.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, declarou ontem à CNN Brasil que não esperava tanta resistência. "Quero abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico. As escolas não estavam preparadas, faltava planejamento", afirmou. O ministro disse também que o governo vai liberar o retorno somente quando as instituições estiverem confiantes.O presidente Jair Bolsonaro reclamou da resistência de reitores à medida e disse que a proposta de retomar as atividades só em 2022 "não tem cabimento".

— Estamos tentando a volta às aulas. Terminei [há pouco] uma conversa com o ministro da Educação [Milton Ribeiro], nós queremos voltar aula presencial em todos os níveis. Mas os reitores chegaram nele e [disseram] "não, queremos só começar em 2022", tá? Aí, no meu entender, não tem cabimento, até porque esse vírus aqui fica grave de acordo com a idade da pessoa e comorbidades — declarou Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.