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"Me Too" islandês provoca renúncia de líderes empresariais

·2 min de leitura
  • Vitalia Lazareva teria sido assediada por três executivos durante uma viagem de férias enquanto estava com seu namorado;

  • Arnar Grant, namorado de vítima, a teria forçado a realizar atos sexuais antes;

  • Movimento Me Too mudou a forma que as pessoas encaram esses tipos de casos, diz acadêmica.

Uma série de denúncias de má conduta sexual abalou a Islândia nessa última semana, levando a uma série de mudanças na liderança de empresas e até o afastamento do âncora de notícias mais famoso do país.

Tudo veio à tona quando Vitalia Lazareva expôs seu caso durante uma entrevista ao podcast Eigin Konur, focado em trazer discussões sobre empoderamento feminino à sociedade islandesa.

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Durante o episódio, que foi ao ar no dia 4 de janeiro, Lazareva relatou que em dezembro de 2020 estava em uma casa de férias com seu namorado, o promotor fitness Arnar Grant e três amigos dele.

Quando todos estavam em uma banheira de hidromassagem, ela teria sido apalpada por esses amigos, todos líderes empresariais.

Lazareva diz que a situação "ultrapassou todos os limites", e confessou ter deixado "algumas coisas acontecerem" por vontade de não chatear Grant.

Os acusados

No podcast a mulher não citou nomes, mas em uma publicação nas redes sociais ela citou quem são os acusados.

Como resultado disso, Thordur Mar Johannsesson, um banqueiro de investimentos deixou o cargo de presidente do conselho da Festi HF, uma das maiores empresas do país. Seu substituto, Gudjon Reynisson afirmou que Johannesson saiu por conta das alegações.

Ari Edwald, por conta das acusações, recebeu um convite para se afastar do cargo de CEO da Isey Export. A informação foi dada por Elin Margret Stefansdottir, presidenta do conselho da empresa controladora, MS Iceland Dairies.

Nenhum dos dois fez algum tipo de comentários à imprensa.

Por sua vez, Hreggvidur Jonsson, maior acionista da holding de saúde Veritas Capital, se afastou do conselho. À imprensa ele afirmou ter se arrependido do ato, mas que não infringiu nenhuma lei.

Papel do namorado

Vitalia Lazareva ainda afirmou que em outro caso, seu namorado, Grant, a pressionou para que ela praticasse atos sexuais com Logi Bergmann, famoso jornalista finandês, para que esse não trouxesse o relacionamento do casal à público.

"Fui oferecida como uma prostituta", afirmou.

Arnar Grant parou de trabalhar como personal trainer após os fatos virem à tona.

Já Bergmann se disse inocente, apesar de dizer que seus atos foram "indelicados". Em seu programa de rádio ele anunciou que iria tirar uma licença e não respondeu mais a comentários sobre o caso.

Movimento "Me Too"

Gyda Margret Petursdottir, professora de estudos de gênero na Universidade da Islândia, afirmou que o movimento "Me Too" mudou radicalmente a visão das pessoas sobre estes tipos de casos.

Houve uma mudança de foto "para o ponto de vista das vítimas", disse Petursdottir. Antigamente, as pessoas estavam mais dispostas a deixar o julgamento desses casos apenas para o Judiciário, disse ela.

Agora as pessoas "hesitam menos em se posicionar", afirmou.

“Este caso em particular demonstra que não há mais tolerância para um certo tipo de masculinidade, que talvez fosse aceita e até celebrada na Islândia antes do colapso financeiro de 2008", explicou.