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MBL cogitou comprar assinaturas para fundar partido, revelam áudios

·4 minutos de leitura
Membros do Movimento Brasil Livre, o MBL (Foto: Reprodução/Instagram)
Membros do Movimento Brasil Livre, o MBL (Foto: Reprodução/Instagram)

O Movimento Brasil Livre (MBL) avaliou a possibilidade de comprar assinaturas para conseguir fundar um partido próprio. É o que mostram áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil, repassados pela mesma fonte que gerou a “Vaza Jato”.

No começo do ano de 2019, Renan Santos, fundador e coordenador nacional do MBL, conversava com líderes do movimento quando comentou sobre a possibilidade de comprar um partido que já tivesse um número significativo de assinaturas recolhidas. No entanto, a ideia é ilegal.

Para conseguir criar a própria legenda o grupo teria que conseguir cerca de 1,5 milhão de assinaturas. O advogado Rubinho Nunes, que também ajudou a fundar o MBL, teria sugerido a Renan Santos comprar ou fazer um acordo com outros movimentos que já estivessem no processo de coletar assinaturas.

Os membros do MBL são filiados a outros partidos. O deputado Kim Kataguiri, por exemplo, integra o DEM. Já Arthur do Val, após ser expulso do DEM, filiou-se ao Patriota. Para conseguir criar a própria sigla, é preciso ter 0,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, ou seja, cerca de 492 mil assinaturas. No entanto, partidos entregam três vezes o número necessário, caso haja problemas de autenticidade.

“O Rubinho, quando eu falei, quando eu vi essa ideia, esse negócio do… Da mudança da regra, eu falei: ‘Tá, mas quem tá na regra antiga então, é só a gente ir atrás dos caras que tão na regra antiga e pegar o partido, que tem mais de 50 partidos tentando’. Só ver alguém aí que tá com seus quinze, vinte, trinta mil assinaturas, compra, faz um acordo… Mas o Rubi falou que não, que a regra muda pra todo mundo. Então vai ter que ser um milhão e meio pra todo mundo”, diz Renan no áudio divulgado pelo The Intercept.

Alexandre dos Santos, conhecido como Salsicha, foi outro membro do MBL que comentou a possibilidade. Ele acreditava que, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), conseguiriam mudar as regras para fundar um novo partido.

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“ Eu acho que a gente tem que alterar as regras, mudar a lei. Juntar congressistas que queiram isso. Vai ser uma bagunça esses quatro anos, eu acho, e a bagunça vai dar oportunidade da gente liderar muita gente e manipular pra chegar em objetivos próprios nossos”, disse.

Salsicha ainda ventilou a possibilidade de os membros do MBL se filiarem ao Novo, por terem ideias parecidas, e rechaça a ideia de aproximação com o PSL, antigo partido de Bolsonaro: “Querendo ou não, o Novo foi bem nas eleições, né? Tem uma linha parecida com a nossa ideológica e, cara, comparado assim com a linguagem que o Novo tem com a nossa [não compreensível], foi muito boa a campanha dos caras. Não foi do tamanho do PSL? Não foi, mas foi muito boa, né?”.

Nos áudios enviados, Renan Santos ainda fala de gastar cerca de R$ 500 mil para pagar pessoas que coletassem assinaturas para eles. “Tipo 470, 500 mil assinaturas a gente consegue, assim, com não muito dinheiro a gente consegue. Gastando uns 50 pau por dez meses aí, R$ 500 mil, vai. A gente consegue botar um número de pessoas trabalhando, fora voluntariado, para conseguir as assinaturas”, cogitou na época.

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O MBL fez uma consulta ao TSE, por meio do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), para saber se poderiam coletar assinaturas eletrônicas. O TSE aprovou a medida e foi assim que o presidente Jair Bolsonaro teve a ideia de fazer o mesmo para criar o Aliança Pelo Brasil. No entanto, a alteração não foi regulamentada.

Procurado, o MBL afirmou que não comenta “vazamentos de supostas conversas privadas” e que o conteúdo publicado não tem “o alegado ‘interesse público’”.